O diretor Regional do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (SINDSPEN), Claudynei da Silva Gonçalves, concedeu entrevista por meio de coletiva de imprensa nesta manhã de quinta-feira, dia 23 de dezembro, para mostrar o valor da categoria, que está reivindicando equiparação salarial com a Polícia Militar e Polícia Civil.
A greve já perdura por 08 dias, deu-se início no dia 15 de dezembro. O governador do estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, não aceitou a proposta feita pelo sindicato. Os agentes, pedem 40 % a mais do que ganham, mas não foi possível chegar a um acordo com o governo estadual, sendo declarada a greve.
Segundo Claudynei, os agentes não deixaram de cumprir suas obrigações dentro dos presídios, como alimentação, atendimento médico e entre outras, porém, não estão recebendo mais detentos e não está liberado visitas por partes de familiares dos presos.
Atualmente, Mato Grosso tem cerca de 2,6 mil policiais penais. Desses, a maioria tem salários que variam entre R$ 6 mil e R$ 8 mil. Entretanto, o salário inicial da categoria é de R$ 3.150, pago durante o estágio probatório. Nessa categoria há pelo menos 215 servidores, segundo o Portal da Transparência.
O desembargador Pedro Sakamoto, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ratificou em decisão, nesta quarta-feira, dia 22 de dezembro, a ilegalidade da greve deflagrada pelos policiais penais e aumentou a multa para R$200 mil, em razão da manutenção do movimento.
O magistrado considerou que houve “fatos novos e gravíssimos”, com isso ele determinou o afastamento imediato do presidente do SINDISPENS-MT, Amauri Benedito Paixão.
Na última semana a desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves já havia declarado a ilegalidade do movimento grevista e determinado o retorno imediato dos policiais penais ao trabalho, o que não ocorreu.
Reportagem: Carlos Alberto
Redação: Mitzrael Voos
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