Cerca de 2 milhões de pessoas trabalham por meio de plataformas digitais de serviços no Brasil, mostrando a presença cada vez maior dos aplicativos na organização do mercado de trabalho.
O levantamento do IBGE considera trabalhadores que utilizam plataformas digitais como parte da atividade profissional, incluindo diferentes tipos de serviços intermediados por aplicativos.
Apesar da presença crescente dessa modalidade de trabalho, os dados mostram uma diferença importante na remuneração. O rendimento médio por hora dos trabalhadores plataformizados é cerca de 12% menor do que o registrado entre aqueles que não trabalham por meio dessas plataformas.
A comparação também apresenta diferenças de acordo com o nível de escolaridade. Em 2024, entre os trabalhadores com menor escolaridade, o rendimento mensal dos plataformizados era superior ao dos não plataformizados. Já entre as pessoas com ensino superior completo, o rendimento médio mensal dos trabalhadores que utilizavam plataformas era 29,8% menor.
Os números ajudam a mostrar como o trabalho mediado por aplicativos ganhou espaço na economia brasileira, ao mesmo tempo em que revelam diferenças nas condições de remuneração entre os trabalhadores.
A pesquisa faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, que acompanha as características do mercado de trabalho brasileiro e permite analisar mudanças nas formas de ocupação e rendimento.
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