O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Trata-se de um princípio ativo que age contra inflamações não tão intensas, sendo comumente indicado contra febre e dores diversas. Ele está disponível em remédios com diferentes nomes, de marcas distintas.
“Os AINEs são menos potentes que os esteroidais, como os corticóides, em bloquear o processo inflamatório. Esses são capazes até de alterar os glóbulos brancos”, diferencia o farmacêutico Leonardo Pereira, da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF).
O ibuprofeno faz parte dos medicamentos isentos de prescrição, os MIPs. Portanto, você pode comprá-lo na farmácia sem uma receita.
“Na maioria das vezes, são remédios utilizados para tratar o que chamamos de transtornos menores ou problemas de saúde autolimitados”, informa Pereira, que também é professor da Universidade de São Paulo (USP).
Nessa lista, estão inclusos febre, dores musculares, cólicas menstruais e dor de garganta, cabeça e dente.
Só que o ibuprofeno tem uma capacidade anti-inflamatória um pouco mais intensa que outros AINEs. Por isso, às vezes os médicos o indicam para aliviar a dor de cirurgias pequenas, como a extração de um dente, e o incluem no tratamento de artrite.
Apesar de ambos terem ação analgésica e agirem contra a febre, o ibuprofeno e o paracetamol são princípios ativos diferentes.
O paracetamol sequer é um anti-inflamatório propriamente. Por isso, não é tão útil quando a raiz da dor é uma inflamação. Além disso, ele demora mais para fazer efeito. Como escolher entre um e outro? Converse com um profissional de saúde.
Ele precisa de 15 a 30 minutos para agir. O alívio dos sintomas dura entre quatro e seis horas, a depender da causa e da intensidade.
Ele é encontrado em gotas, cápsulas e comprimidos. O princípio ativo, claro, segue o mesmo. A única diferença é que a forma líquida começa a surtir efeito mais rapidamente.
“Para um medicamento agir, ele precisa ser absorvido pelo trato gastrointestinal e cair na corrente sanguínea. Por isso a forma líquida é mais rápida que a sólida”, explica o farmacêutico. Ora, as cápsulas e os comprimidos demoram mais para serem digeridos e absorvidos pelo organismo.
Entre outros grupos, o ibuprofeno não deve ser utilizado por bebês menores de 6 meses, grávidas, lactantes e pessoas que sofrem com úlcera gastroduodenal e sangramento gastrointestinal. Idosos e crianças com menos de 2 anos só podem ingerir sob orientação médica. Pessoas com asma também não devem recorrer a esse fármaco para evitar broncoespasmos.
Além disso, ele não é recomendado em caso de suspeita de dengue e outras doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. “Os AINEs interferem na formação das plaquetas, que é justamente onde essas enfermidades agem”, avisa o especialista. Ingerir essa classe de medicações quando você está com dengue aumenta o risco de hemorragias perigosas.
Claro, não tome se você for alérgico a qualquer componente da fórmula. Se tiver dúvidas, fale com um especialista. E sempre leia a bula.
É possível que o ibuprofeno provoque reações adversas. As mais comuns são tontura, coceira, enjoo, diarreia ou constipação, entre outras. Se notar qualquer sintoma suspeito, suspenda a medicação e fale com um médico.
Há uma lista de remédios que devem ser evitados enquanto o ibuprofeno é administrado. Por isso, é importante ler a bula e informar o médico se você toma alguma outra droga, principalmente de uso contínuo.
Caso compre sem receita, vale a pena bater um papo com o farmacêutico antes.
Ela varia de acordo com a faixa etária e o peso. Essa informação também é encontrada na bula — e pode ser discutida com um especialista.
Abusos podem trazer consequências sérias. Se você ultrapassar a dosagem máxima diária, procure o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciat) mais próximo.
Interrompa o consumo de bebidas alcoólicas enquanto estiver usando o remédio e fique atento a eventuais sinais de alergia. Se eles aparecerem, busque ajuda médica.
No mais, é importante ter bom senso. “Lembre-se que o ibuprofeno é indicado para transtornos menores. Se você continuar com febre ou dor por mais de dois ou três dias, então tem algo errado. Aí é necessário ir ao médico”, finaliza o professor.
Tomar remédio frequentemente, sem descobrir a causa por trás do incômodo, pode favorecer a evolução de doenças graves.
Fonte:Saude.abril.com.br
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