Criado em 1892, o Corpo Musical da Polícia Militar completou 129 anos nesta terça-feira (19), com intuito de aproximar a PM da sociedade. Entretanto, foi no último ano e durante a pandemia da covid-19, que a banda militar criou laços mais fortes e viveu um momento ímpar em sua fundação.
O cabo Mailson é bombardinista e está na banda há 10 anos. Atualmente, trabalha nas redes sociais do Corpo Musical. Ele relata que em 129 anos, o trabalho da banda tem cunho institucional, social e cultural.
Entretanto, em 2020, na pandemia do novo coronavírus, o Corpo Musical sofreu uma pausa de 6 meses. Os militares que participavam do grupo voltaram às ruas, para atender a população durante o período de crise de saúde pública.
“O Corpo Musical fechou e foi todo para as ruas, para reforçar o policialmento. Teve PM que foi para a fronteira, região do Xingu ou até na ostensiva das ruas. Quando diminuiu o índice de contaminação e óbitos de covid, as atividades retomaram aos poucos. De abril pra cá, foi que ficamos mais em evidência”, relata.
Inclusive, o cabo observa que a pandemia reaproximou a banda da população. Isso porque as redes sociais ficaram mais em evidência e as apresentações dos músicos-militares acabaram viralizando.
O primeiro momento foi quando um policial dançou com uma enfermeira, ao som de “Volta Bebê, Volta Neném”, na Clínica de Tratamento Renal em Cuiabá, em junho deste ano. O momento animado de “sextou” foi compartilhado até pelo governador Mauro Mendes (DEM).
“Foi um surpresa, porque é um trabalho que fazemos há muito tempo. Mas devido a pandemia e as redes sociais mais em evidência, nesse momento acabou que aconteceu uma filmagem na Clínica de Tratamento Renal e o vídeo acabou viralizando, totalmente espontâneo”, conta Mailson.
Outro momento que transcendeu as fronteiras de Mato Grosso, foi quando o sertanejo Rodolfo, da dupla Israel e Rodolfo, também mostrou um feedback da banda cantando a música “Batom de Cereja”.
“Teve outros vídeos que acabou entrando na graça da população e se tornou uma forma de se reaproximar da população”, comenta.
Comandado pelo 2º tenente da Polícia Militar Marcelo da Silva Lima, para participar do corpo musical, o militar precisa ter experiência com música antes de entrar na corporação. Após encaminhar ofício, passa até mesmo por testes de seleção.
Atualmente, 40 militares fazem parte do Corpo Musical, entre funções administrativas e de música. Mailson explica também que há vários tipos de bandas, desde grupos de choros até núcleo popular.
“Trabalhamos em eventos sociais, mas quando precisa, o corpo musical está pronto para ir pra rua”, afirma o cabo.
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