O vice-prefeito de Cuiabá José Roberto Stopa (PV) assinou, no início da tarde desta quarta-feira (20), o termo de posse como novo chefe do Executivo de Cuiabá.
Ele assume a cadeira em razão do afastamento judicial do prefeito Emanuel Pinheiro.
A posse ocorreu sem alarde, na Câmara Municipal de Cuiabá, e foi conduzida pelo presidente da Casa, vereador Juca do Guaraná (MDB), com a presença de parte do secretariado da Prefeitura (veja íntegra do termo de posse.
Emanuel foi afastado do cargo pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Ele decidiu pelo afastamento com base em um pedido do Ministério Público Estadual (MPE), por meio da Operação Capistrum, deflagrada nesta terça-feira (19) para apurar a existência de um esquema montado para acomodar indicações de políticos em cargos da Secretaria da Saúde.
Em razão do afastamento de Emanuel, Cuiabá ficou oficialmente mais de 24 horas sem prefeito.
De acordo com presidente Juca do Guaraná, a Secretaria de Gestão de Cuiabá encaminhou um ofício para a Casa de Leis relatando a ordem judicial.
“Tem que continuar a governabilidade, até mesmo para o bom andamento da cidade”, afirmou Juca após a posse.
Como novo prefeito, Stopa convocou uma reunião com o secretariado e alguns vereadores da base às 17h no Palácio Alencastro, sede da Prefeitura da Capital.
Esquema na Saúde
A Operação Capistrum apura a existência de um esquema montado para acomodar indicações de políticos em cargos da Secretaria da Saúde.
Além do o prefeito de Cuiabá, a secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, também foi afastada e o chefe de gabinete, Antônio Monreal Neto foi preso.
Também são alvos da operação a primeira-dama Márcia Pinheiro, e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde, Ricardo Aparecido Ribeiro.
Ainda foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos alvos e na Prefeitura de Cuiabá. Eles ainda tiveram o sequestro de bens decretado até o montante de R$ 16 milhões.
O Ministério Público Estadual aponta que Emanuel e os demais estariam envolvidos em crimes de formação de organização criminosa, prevaricação e obstrução da Justiça.
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