O corpo de bombeiros realizou na manhã de hoje segunda feira dia 11 de outubro o cumprimento de busca e apreensão nas residências de bombeiros militares que foram acusados de abuso de autoridade, agressão e ameaças contra uma família que reside no distrito de Nova União.
O mandando de busca foi expedido pelo juiz Marcos Faleiros da comarca de Cuiabá e foi cumprida nos municípios de Juína, Tangará das Serra e Campo Novo com o intuito de apurar as denúncias feitas contra os bombeiros enquanto estavam em uma missão de combate a incêndios florestais na região.
As investigações seguem em sigilo e de acordo com o major Adailton Luz a 14ª Companhia de Bombeiros Militar tem se empenhado para que as investigações corram da melhor forma possível afim de esclarecer o que aconteceu naquele dia.
RELEMBRE O CASO
RELATOS DA GUARNIÇÃO
Na última sexta-feira dia 20 de agosto, um Sargento da 14ª companhia Independente de Bombeiros Militares compareceu à delegacia de polícia judiciária Civil do município de Colniza para registrar um boletim de ocorrência.
Ciente da sua responsabilidade Civil e criminal relatou que por volta das 18:40hrs transitava pela estrada principal do assentamento da Vila Nova União e estava se deslocando para conter um incêndio, quando aproximadamente a 25 km distante do incêndio, no pé do morro pararam para arrumar a carga na carroceria da caminhonete Mitsubishi modelo L200 da placa RCN 8114 de cor branca.
O Sargento destacou que no momento o qual ajeitavam carga foram surpreendidos por um homem que saiu do mato efetuando disparos de arma de fogo em direção da guarnição.
Sendo estes que acertaram a porta traseira do lado esquerdo, a arma que era utilizada no momento provavelmente era uma de calibre 38.
O Comunicante relata que diante da injusta agressão efetuou três disparos contra o agressor, ele correu para o mato, ao adentrar no mato encontraram um barraco de lona.
Neste barraco foi encontrado uma espingarda coronha de madeira com acabamento oxidado sem identificação de marca numérica, com 6 cartuchos de calibre 32, 09 capsulas de calibre 32 04 motosserras da marca Husqvarna, sendo duas sem identificação de modelo, e uma do modelo 236 e uma do modelo 281, 03 peneiras de metal 01 bateia utilizada na mineração e um couro de animal silvestre da espécie onça pintada.
A guarnição não conseguiu achar vestígios que pudessem identificar o suspeito, não encontraram veículo no local.
Diante da situação se deslocaram até o município de Colniza para registro do boletim de ocorrência, o comunicante relatou que utilizou para se defender um revólver da marca Taurus calibre 38 com a identificação registrada na Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso SESP/ MT, pertencentes a 14ª CIBM.
RELATOS DAS VÍTIMAS
A guarnição da Polícia Militar do município de Colniza MT foi solicitada via WhatsApp pelo prefeito do município, o qual recebeu uma denúncia do Senhor Roniel Ferreira Alves de 39 anos que relatou ser vítima de abuso de autoridade pelos Bombeiros Militares em sua propriedade no distrito de Nova União, município de Cotriguaçu no sítio Nossa Senhora Aparecida.
A polícia militar deslocou-se até o sítio do Senhor, Roniel o qual relatou que, ao chegar do mato por volta das 17 horas do dia 20 de agosto, juntamente com o Ivanildo e um adolescente de apenas 15 anos foi rendido por quatro Bombeiros Militares e levado para dentro da residência, a todo tempo sob ameaças de prisão ou morte.
Segundo relatos da vítima o sargento dos bombeiros pegou o revólver de um soldado abriu a porta da viatura e efetuou dois disparos na porta, levou o Roniel até o mato e deu três disparos ao lado de sua cabeça e declarou para ficar no mato por cinco dias e depois sair com o corpo enfaixado e falar que estava baleado, e se fizesse ao contrário iriam voltar e matar toda a família, Roniel destacou também que eles eram para dizer que os bombeiros estavam ali para atender uma ocorrência de fogo, caso declarasse ao contrário iriam matar a família dele.
A senhora Adriana esposa de Roniel relatou que estava na varanda em torno das 11:30hs saiu três bombeiros vindo dos fundos do sítio, em seguida a viatura deles parou na frente da propriedade a senhora declarou que eles estavam colocando fogo nos pastos e plantas e haviam cortado a mangueira de água que vem do poço artesiano.
Adriana destacou ter ficado em cárcere privado das 11:40hrs até seu marido chegar da fundiária do sítio às 17:00hrs, a mesma, declara que quando seu filho de 13 anos chegou do mato o qual havia ido levar o almoço para o seu pai, os bombeiros fizeram ameaça de colocar uma sacola em sua cabeça ou bater no menor com cabo de vassoura.
A senhora também destacou que para ir ao banheiro ela tinha que fazer as necessidades de porta aberta.
Segundo testemunhas todos os quatro bombeiros, estavam armados e Roni declarou que um soldado do bombeiro de cor branca chegou no mesmo e disse que ele não era falar muito, porque o objetivo ali era matá-lo.
Roni afirma que eles subtraíram de sua residência 04 motosserras que estava guardado no paiol, 01 roteador, 04 peneiras, uma bateia e uma espingarda de calibre 32 Rossi que estava dentro da casa desmontada.
Roni, acredita se tratar de uma disputa de uma “tira de terra” entre a fazenda jump madeiras e o seu sítio, ele acredita que o objetivo dos Bombeiros era colocar medo.
Evanildo mora dentro do distrito também relatou que o sargento o levou junto com Roni e tirou foto deles pegou os documentos deles e os ameaçou se não fizesse o que eles tinham mandado eles iriam voltar e aí era morte na certa.
Roniel e Evanildo eram para ir buscar os documentos até às 15 horas do dia 21 na padaria central.
Roniel relatou que o fogo que eles colocaram quase pegou fogo em um carro e queimou todo seu pasto.
O Couro de onça encontrado no paiol pertence a esposa de Roniel, e está com ela a 09 anos, ele confirmou a reportagem da Metrô FM.
Ao término de toda narrativa a polícia Militar teve ciência de um Boletim de Ocorrência registrado, pelos bombeiros na Delegacia de Polícia Civil, o qual a narrativa difere dos fatos narrados pela vítima.
Vale a pena ressaltar que os peritos da POLITEC de Juína foram acionados pela 14° companhia de bombeiros militar de Juína para a realização da perícia do local dos Disparos na viatura alvejada, e o armamento que estava em poder dos Bombeiros foi recolhido para as devidas providências cabíveis.
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