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NOTÍCIA

EXÉRCITO SIMULA DEFESA CIBERNÉTICA NO BRASIL ÀS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO

Data: Sexta-feira, 25/09/2026 15:33
Por: Metro fm Juina

O Exército Brasileiro coordenou, entre os dias 21 e 25 de setembro, a oitava edição do exercício Guardião Cibernético, treinamento realizado às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro.

A atividade ocorreu em Brasília e outras seis capitais e reuniu cerca de 1,3 mil participantes, 300 organizações e representantes de 14 países. O objetivo foi simular ataques digitais e testar a capacidade de resposta diante de ameaças que poderiam comprometer serviços essenciais.

COMO FUNCIONOU O EXERCÍCIO

Durante o treinamento, foram criados cenários fictícios de ataques cibernéticos complexos e coordenados. As equipes precisaram colocar em prática planos de contingência, procedimentos de resposta e mecanismos de recuperação.

Participaram das atividades integrantes das Forças Armadas, órgãos públicos, entidades reguladoras e representantes de setores considerados estratégicos, como energia, abastecimento de água, telecomunicações, transporte e mercado financeiro.

Segundo o Ministério da Defesa, a proposta é ampliar a integração entre governo, empresas e instituições acadêmicas para fortalecer a proteção do espaço cibernético brasileiro e das infraestruturas críticas.

ELEIÇÕES AUMENTAM A ATENÇÃO SOBRE SEGURANÇA DIGITAL

A realização do exercício ocorre em um período de maior atenção sobre possíveis ameaças digitais relacionadas às eleições.

Um relatório reservado elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, em agosto, apontou risco de influência ou interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026. O conteúdo foi divulgado pela imprensa e posteriormente confirmado pela TV Brasil.

A existência do relatório representa uma avaliação de risco e não significa que uma interferência estrangeira ou um ataque cibernético às eleições tenha ocorrido.

ESPECIALISTAS TAMBÉM ALERTAM PARA AMEAÇAS

Entidades científicas, como a Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, também manifestaram preocupação com possíveis formas de interferência externa no processo eleitoral.

As entidades destacaram riscos relacionados à manipulação do ambiente informacional e ao uso indevido de tecnologias e plataformas digitais.

O Tribunal Superior Eleitoral também criou estruturas de apoio para acompanhar possíveis problemas que possam afetar serviços e estruturas necessárias à segurança e à normalidade das eleições de 2026. Entre as instituições envolvidas estão as Forças Armadas, Polícia Federal, Abin, Anatel e outros órgãos estratégicos.

PREPARAÇÃO PARA POSSÍVEIS ATAQUES

O Guardião Cibernético não é uma operação voltada exclusivamente às eleições. O treinamento faz parte da preparação nacional para enfrentar incidentes digitais capazes de atingir diferentes setores da sociedade.

A simulação busca identificar vulnerabilidades, testar procedimentos e melhorar a coordenação entre as instituições responsáveis pela proteção de sistemas e serviços essenciais.

Com a proximidade do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a segurança cibernética passou a integrar o conjunto de medidas de preparação para o período eleitoral.

Redação Metrô FM Juína