Durante o sono, o organismo sofre um tipo de reset, voltando à condição em que iniciou o dia. Isso inclui o relaxamento muscular, redução da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e da produção de urina, a consolidação da memória e o controle da temperatura corporal. Mas como dormir bem se você tem distúrbios do sono como a insônia?

Diversos hormônios são fortemente influenciados pelo sono, como a insulina, que controla a glicose no sangue, a leptina, responsável pela saciedade, a grelina, que estimula o apetite, e a somatotrofina, que age no crescimento. Dormir mal ou pouco causa irritação, dores de cabeça, dores no corpo, dificuldades cognitivas, sonolência e diversas mudanças no metabolismo que deixam seu organismo suscetível à outras doenças, como hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão e diabete, por exemplo.
São conhecidos por distúrbios do sono todas as irregularidades de comportamento que causam dificuldades na hora de dormir. Existe mais de uma centena de distúrbios do sono diferentes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono. Insônia, apneia, terror noturno, sonambulismo, paralisia do sono, ronco, síndrome das pernas inquietas, transtorno alimentar noturno e bruxismo estão entre os distúrbios mais comuns.
Apresentar dificuldades para dormir em qualquer fase do sono pode trazer prejuízos à curto e longo prazo. Durante as três primeiras fases do sono, o corpo economiza energias, promove a restauração de tecidos, o aumento da massa muscular e libera o hormônio de crescimento. Já na fase REM, há a consolidação da memória e do aprendizado. Quando a pessoa está dormindo e é acordada por alguma irregularidade, ela volta imediatamente à fase 1 do sono, comprometendo esse processo.
Os distúrbios do sono podem ser agrupados em quatro categorias principais:
Essas dificuldades podem ser um alerta para problemas crônicos, nem sempre associados a doenças. As primeiras manifestações dos distúrbios do sono se dão através de alterações de humor, de memória e de capacidades mentais (cognitivas), como aprendizado, raciocínio e pensamento, variando de um distúrbio para o outro.
A insônia é caracterizada pela incapacidade de iniciar ou manter o sono. Geralmente causada por hábitos inadequados, ela pode estar relacionada a distúrbios do humor, como ansiedade e depressão, sendo difícil saber qual vem primeiro. Se os sintomas ocorrerem pelo menos três vezes por semana e por mais de três meses, a pessoa tem um quadro crônico.
Em 2017, a insônia foi alvo de debate no maior congresso de cardiologia do Brasil, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Isso porque boas noites de sono tem grande impacto na saúde mental, fator que afeta diretamente o coração. Tratar a insônia pode evitar o infarto e até mesmo AVC, o popular derrame.
A insônia pode ser classificada em três tipos de acordo com sua duração ou frequência, sendo eles:
Além disso, a insônia pode ser primária (quando não há nenhuma doença causando a insônia), ou secundária (quando a insônia é sintoma de alguma condição médica). Em todos os casos, pessoas com insônia possuem sua qualidade de vida e bem-estar prejudicados pela falta de sono.

Existem inúmeros fatores para um paciente ser diagnosticado com insônia. Entre eles, estão: estresse, hábitos inadequados, estilo de vida irregular, transtornos mentais, neurológicos ou hormonais, problemas respiratórios, dores crônicas, problemas gastrointestinais, ingestão de medicamentos ou substâncias, entre outros.
Na maioria dos casos, a insônia é do tipo psicofisiológica. Nessas situações, estão envolvidos fatores predisponentes como um nível alto de alerta e vigilância durante a noite, fatores desencadeantes como mudança de trabalho, perda de ente querido, situações familiares e pessoais de conflito, e fatores como a manutenção de hábitos inadequados em relação ao sono (horário irregular para deitar, assistir TV, usar o computador ou celular antes de dormir, hábitos alimentares prejudiciais, entre muitos outros).
Qualquer pessoa pode apresentar quadros de insônia irregulares ou frequentes, mas os principais fatores de risco são:
Geralmente, quem tem insônia sente sua mente e corpo inquietos durante horas antes de conseguir pegar no sono. Despertam frequentemente enquanto estão dormindo ou, mesmo dormindo por várias horas, não sentem que o sono é reparador.
O resultado disso é já começar o dia sentindo-se cansada, com problemas de humor e falta de energia, pior desempenho no trabalho, nos estudos ou qualquer outro círculo que exige esforços cognitivos, sentir fadiga e sonolência durante todo o dia, ansiedade, dores de cabeça ou prejuízos na coordenação motora. Além desses sintomas, diversos outros podem se apresentar de acordo com cada pessoa.
Como em grande parte das vezes a insônia não está relacionada a doenças graves, é possível tentar tratá-la por conta própria a partir da mudança de comportamentos. Algumas ações que podem ser tomadas nesses casos são:

Quando o problema se torna muito frequente e nenhuma das atividades acima parece solucioná-lo, a melhor forma de tratamento da insônia é a partir do acompanhamento de profissionais. Atualmente, especialidades como neurologia, pneumologia, otorrinolaringologia e psiquiatria são as que mais atendem a população com problemas ligados ao sono.
O primeiro diagnóstico é feito a partir de uma série de perguntas para analisar comportamentos e histórico. Depois disso, é feito um exame físico para procurar sintomas de outros problemas que podem desencadear a insônia. Exames podem ser exigidos para identificar essas doenças. Durante o período de diagnóstico, o médico analisará seu padrão de sono e sonolência diurna. Para isso, manter um diário de sono por um determinado período de tempo é essencial.
Se a causa da insônia não estiver clara ou seja apresentado sinais de outro distúrbio do sono, como a apneia do sono ou síndrome das pernas inquietas, é possível que seja solicitada a polissonografia. Esse exame consiste em permanecer uma noite em um centro especializado para o monitoramento dos parâmetros do sono, quantidade de horas dormidas, atividades corporais, ondas cerebrais, respiração, batimentos cardíacos, movimentos dos olhos e outros.
Uma vez estabelecido o diagnóstico, existem várias opções de tratamento, seja medicamentoso ou através de terapias cognitivo-comportamentais, sendo indispensável o acompanhamento do médico adequado.
A boa notícia é que dá sim para acabar com a insônia. A cura irá depender principalmente de suas causas e da forma com que o paciente lida com o tratamento. Por isso, é muito importante seguir as orientações do seu profissional de saúde. Adquirir comportamentos benéficos para melhorar sua qualidade de vida com ótimas noites de sono.
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