Mesmo que já tenha passado a semana com o máximo número de casos e óbitos pelo novo coronavírus, uma análise feita por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nessa quinta-feira (25), apontou que nenhum estado brasileiro apresentou sinais de uma redução da transmissão da Covid-19. Segundo os cientistas, este cenário configura uma espécie de platô que pode ser prolongado por tempo indefinido.
A análise da equipe do MonitoraCovid-19, ferramenta da Fiocruz que procura mostrar um retrato real da pandemia no país, foi feita com base na concentração de casos de Covid-19 nas primeiras 24 semanas epidemiológicas de cada estado brasileiro, período que terminou no dia 13 de junho. Nesta amostra, foram identificadas e comparadas tendências entre as capitais e municípios sobre a propagação e incidência do Sars-Cov-2 nesses locais.
Os pesquisadores observaram que os estados de Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe apresentaram a semana 24 como a de maior concentração de casos até o momento, indicando que, nesses lugares, a epidemia ainda está em processo de ascensão, ainda notificando um elevado número de pacientes infectados pelo novo coronavírus.
O estudo reitera sobre os riscos das grandes metrópoles brasileiras em adotar políticas de reabertura econômica e flexibilização do isolamento social neste contexto.
Em nota, os pesquisadores advertiram que considerar "a diminuição dos atendimentos de casos graves e, consequentemente, o aumento da disponibilidade de leitos de UTI é um dos critérios que devem ser considerados para se adotar medidas de relaxamento, mas não o único". Criar programas eficientes de monitoramento da curva epidêmica, identificar o ritmo de contágio e aumentar o volume de testagens para isolar e rastrear esses contatos "devem ser considerados como alicerces para a retomada das atividades econômicas".
O perigo da interiorização da pandemia
Outro problema ressaltado pelos pesquisadores é a expansão da pandemia nos municípios do interior de cada estado, que faz soar o alarme em razão da deficiência de recursos físicos e humanos de saúde.
Ao analisar os dados do Amazonas, os pesquisadores observaram que a maior concentração de óbitos ocorreu na semana epidemiológica 19. Por outro lado, o estado apresentou um avanço na escalada de casos na semana 22, posteriormente à contabilização dos óbitos. Nesse sentido, o estudo estimou que esse fato pode estar associado com o processo de interiorização da pandemia, tendo como consequência a ascendência da curva de mortes pela doença nas próximas semanas.
Segundo a afirmação dita pelo epidemiologista Francisco Xavier em comunicado, "o que acontece na região metropolitana se repete no interior com duas ou três semanas de atraso. Por isso é importante manter as medidas de isolamento, mesmo depois de passado o "pico" nas capitais".
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