Nesta semana o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devido a nuvem de gafanhotos que está a cerca de 250 quilômetros da fronteira com a Argentina.
A nuvem de gafanhotos ameaça as áreas produtoras da região sul, mas as Américas também podem enfrentar outro tipo de fenômeno, a nuvem de poeira Godzilla, que começou a ser observada no Oeste da África há cerca de uma semana e já percorreu mais de cinco mil quilômetros até o Caribe.
O fenômeno ocorre todos anos, no entanto, de acordo com cientistas que acompanham o caso, a nuvem se intensificou este ano de 2020 e já é considerada, segundo meteorologistas, a mais densa já registrada em meio século.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos estima que a nuvem avançará pelo Caribe e chegará ao norte da América do Sul, à América Central e aos Estados Unidos.
Países caribenõs já sentem o efeito da poeira e alertaram os moradores para se manterem em casa e usaram máscara.
Quais são seus efeitos?
Como todo fenômeno natural, as nuvens de poeira contribuem de diversas formas para os ciclos da natureza no planeta.
Em primeiro lugar, o calor da camada ajuda a estabilizar a atmosfera quando o ar quente da nuvem passa por cima de ares mais frios e densos.
A poeira mineral absorve luz solar, o que contribui para regular a temperatura do planeta.
Os minerais contidos na poeira também repõem nutrientes nos solos das zonas tropicais, que são afetados por chuvas.
Alguns dos químicos podem ajudar a vida nos oceanos. Mas especialistas também alertaram para a presença de alguns elementos tóxicos que podem ser nocivos para algumas espécies, como os corais.
Segundo a NOAA, o calor, a secura e os fortes ventos associados a esta camada de ar saariana suprimem também a formação e intensificação de ciclones e furacões.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos projetou para 2020 uma temporada mais intensa do que o habitual, mas se nuvens como essas se formarem nos próximos meses elas podem contribuir para que os furacões sejam enfraquecidos.
Com informações da Agência Brasil, Correio Braziliense e BBC.
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