Ivani Cardoso Dalla Vale é membro da Associação Pestalozzi, da Associação dos Idosos de Juína e da Associação Ministério da Esperança (AME), ela relata como a pandemia do novo coronavírus tem afetado os trabalhos nessas associações juinenses.
Associação Pestalozzi recebe recursos do governo federal, estadual ou da prefeitura?
A Associação Pestalozzi mantém convênios com o município e com o estado, o convênio do estado foi feito ano passado por dois anos, e aí seria só a prestação de contas e eles liberariam as parcelas do ano 2020, acontece que, como eles demoraram para analisar entrou a pandemia, o número de funcionários foi reduzido, eles demoraram muito para analisar o processo de prestação de conta de 2019 e consequentemente liberar as parcelas seguintes do ano 2020, nós recebemos inclusive, agora, uma solicitação de um extrato bancário que comprove o rendimento de aplicações que não foi feito ano passado, visto que nós recebemos a parcela no mês de agosto e no mês de novembro, então nós estamos providenciando isso para que eles liberam o recurso do ano 2020, então o que que a gente fez, a escola trabalhou com os recursos próprios que tinha em caixa para aliviar a situação dos funcionários que trabalharam mês de fevereiro e março, uma parte dos funcionários receberam parcialmente esse adiantamento da escola, com recursos próprios da escola, da festa que foi feita no ano passado, e a gente aliviou a situação. Do município a gente teve também dificuldade que o convênio, tem uma semana um pouco mais, que foi liberado e aí os funcionários estavam também sem receber, aí no desespero nós chamamos o nosso contador que presta serviço para a escola, temos também a assessoria do Valmir Henicka que faz parte da diretoria, e nós entramos então com a suspensão de contratos temporários por que tanto o estado como o município, o município através da Secretaria de Educação, de Saúde e de Assistência Social, são três partes para pagar os funcionários que temos lá dentro da escola, que prestam serviços especializados, o que acontece, nós tivemos que fazer essa suspensão de contrato temporário, que cumpra um auxílio emergencial, não é o salário que eles estavam recebendo, mas é aquilo que foi possível, uns já estão recebendo, Graças a Deus, agora a situação tá um pouco melhor, pelo menos pro município está um pouco melhor, eu não sei se o município vai continuar porque a ideia deles era pagar os dois meses que foi trabalhado e suspender o pagamento, o convênio que foi assinado, o convênio integral do ano todo, então nós esperamos que eles faz esse pagamento porque os funcionários estão em casa não é por sua vontade é por uma questão do controle de todas as pessoas. A gente tá trabalhando, assim, um passo de cada vez, tentando resolver os problemas e amenizar. Fizemos uma live social, nós arrecadamos mais de 200 cestas básicas para distribuir para as famílias, inclusive eu ajudei a distribuir algumas e o motorista está distribuindo nas casas daqueles alunos que não estão mais tendo a merenda na escola, não estão tendo alimentação na escola, e as famílias têm muita dificuldade, a gente viu muita pobreza, muita dificuldade, quando a gente foi entregar essas cesta, e a gente está entregando essas cestas básicas para aliviar um pouquinho o sofrimento das famílias.
Quais são os mecanismos que a Pestalozzi acaba usando ou outras formas para arrecadar recursos e se manter?
O que a gente ainda resta para se manter são aqueles projetos que é a Fonte Solidária, a Mão Amiga, e contribuição de pessoas que sempre contribuiriam com a escola, a secretaria continua funcionando de uma forma um pouco mais reduzida, mas a gente está atendendo, e as pessoas que sempre contribuíram continuam contribuindo, mas não tem como a gente fazer uma promoção fazer uma coisa diferente, então a gente tá aí tentando de todas as formas, remando esse barco como todo mundo e todas as empresas e todas as escolas estão sofrendo nesse momento né, com as dificuldades que a gente está enfrentando esse momento e o pior de tudo é que a gente não tem uma sinalização de que essa situação chegue ao final, quando vai chegar o final, então é tudo muito incerto, muito difícil, uma situação que jamais nós imaginamos passar, eu acho que o mundo inteiro também se pergunta, porque hoje você vê aquelas grandes estruturas se curvando diante do inimigo invisível que está aí ameaçando todos.
De que forma o Covid-19 afetou a Pestalozzi?
Olha, afetou principalmente de ter que interromper as atividades, a partir do dia 18 de Março foram interrompidas as atividades, a gente sabe que as famílias muitas vezes contam com a escola, a escola além de oferecer um conhecimento, um atendimento, tanto em fisioterapia, psicologia, em todas as áreas, também é um alívio para famílias, não que o filho seja um incômodo em casa, só quem tem um filho deficiente que sabe como é a lida, o trabalho que tem para você atender essa criança e também você cuidar dos seus afazeres, dar conta da família e dos outros filhos.
Afetou também os professores?
Grandemente né, estão todos preocupados, ansiosos, a gente tem o nosso grupo, a gente conversa todos os dias e todo mundo tá aí sem saber, a gente pede para não perder o vínculo, tanto é que essa suspensão de contrato foi feito por 60 dias.
Quantos funcionários foram dispensados?
Todos os funcionários, todos são contratos temporários de serviços, não estão sem renda porque a gente conseguiu essa suspensão de contrato e através do auxílio emergencial tá saindo (o dinheiro), mas não é aquilo que ele ganharia se estivesse trabalhando, então ninguém tá contente de ficar em casa. A equipe nossa é maravilhosa, comprometida, as crianças, onde a gente foi entregar as cestas, que viu a funcionária, o motorista, a alegria que eles ficavam, lá em casa tem também o Toni, que é deficiente, todo dia ele vai no calendário e pergunta quando vai começar, quando vai para escola, então é uma situação bastante delicada tanto para os alunos quanto para toda a equipe da escola.
Quantas crianças são atendidas na escola?
São 125 crianças.
Na Associação Pestalozzi são quantos voluntários?
São 40 pessoas ao todo.
Quais são as principais demandas da Associação?
As demanda da Associação são a manutenção dos serviços básicos, as despesas fixas. Essa nossa luta de muito tempo para que aquele projeto Gota Solidária, que as pessoas que tem conta de água pública do DAES autorizassem descontar 2, 5 ou 10 reais na sua conta e o DAES repassasse pra gente, o projeto foi aprovado, a gente teve bastante trabalho, nós já viemos aqui várias vezes falar, mas as pessoas, eu não sei se é por desconhecimento ou falta de tempo, foi bem menos do que a gente pensava que ia acontecer, certa renda dá R$ 500 mensais, é muito pouco pelo número de ligações que tem na cidade, a ideia era arrecadar uns 4 ou 5 mil reais mensais, infelizmente ainda não deu, mas quem interessar, no DAES tem o formulário, é só preencher o formulário dizendo que quer aderir esse projeto e ajudar a Pestalozzi, se um dia não quiser mais ajudar, tem também o formulário para você cancelar esse desconto que que vem automático e eles fazem esse trabalho gratuitamente, repassando para a conta da Pestalozzi.
É importante a participação da sociedade e eles tem participado ajudando a Pestalozzi?
Sim, com certeza, olha só essa essa Live que foi feita meio de cima da hora, eu acho que em 15 dias mais ou menos nós organizamos, aí foi o Jorge Henrique e Raniel que tomaram frente, os cantores, depois teve a participação de outros cantores, enfim, muitos músicos, vários artistas ajudaram nessa Live e a gente conseguiu arrecadar mais de 244 cestas básicas, aí teve a participação da diretoria, mais efetiva o Locatelli, o Dilvo Pagnussat, o Marcelo, a Sol que é a coordenadora da escola, então se envolveram mais né, mas muitas pessoas nos ajudaram e a comunidade respondeu positivamente, então a gente agradece a cada um que contribuiu, seja com pouco ou bastante, para aquilo que pôde dar e toda a doação que vem para lá é bem empregada e é necessária.
A Associação dos Idosos, a construção está acontecendo, já os bailes estão proibidos, como está a Associação hoje?
Lá na Associação dos Idosos é uma situação difícil também, como todas, nós tivemos que suspender, uma que nós somos grupo de risco, a partir dos 60 anos, os idosos são grupo de risco, e nós tivemos que suspender todos os atividades que realizávamos, seja eventos ou seja os nossos bailes, com isso nossa renda zerou, fez um ano dia 20 de Maio que nós lançamos a obra da sede do Centro do Idoso, que é nossa sede própria, então ali a gente pretende ter um espaço para desenvolver várias atividades, não só o baile, mas também outras atividades para quem não consegue dançar o que não gosta de dançar, seja pintura, seja massagem, seja jogos de mesa, aquilo que os participantes determinarem, que a gente vê interesse e que a gente possa colocar em comum, até uma roda de conversa, tudo é interessante para aquele idoso que muitas vezes fica sozinho, então a gente tá assim, bem otimista que vai acontecer. Nós estamos aí, para essas essas atividades de terapia, nós já ganhamos um contêiner do Ministério do Trabalho, o recurso já está depositado, mas por conta do coronavírus a gente não pôde trazer ele porque a fábrica é de Cuiabá, onde o orçamento que a gente fez parou e agora eles estão falando que o dólar subiu, e se subiu o dólar nós não vamos poder comprar porque o dinheiro que tem, o recurso que tem, é aquele, vamos ter que devolver esse recurso para o Ministério trabalho, seria uma perca muito grande né.
Então, a primeira parte a gente fez a parte de estrutura metálica, com todo material e mão de obra gastamos 104 mil reais e depois disso nós começamos a fazer a estrutura interna, que é a cozinha, dispensa, banheiro para os funcionários ali dentro, um bar também que ficou bem espaçoso, a gente tá terminando essa parte e os banheiros também, o palco, essa parte já tá quase pronto, a instalação hidráulica tá terminando de fazer, é muita coisa e tudo isso tá sendo feito porque nós conseguimos arrecadar, junto a sociedade, o tijolo, o cimento, areia, enfim, todo o material a gente tá recebendo, uns fizeram doação em dinheiro, a gente tá conseguindo levar essa obra, agora, nesse momento, nós estamos assim na fase de finalização, mas também o nosso recurso zerou.
Como vocês tem feito para manter a Associação dos Idosos agora e para pagar essas despesas extras que têm surgido?
As despesas extras nós temos a contabilidade, nós temos a parte de energia elétrica, nós temos várias contas fixas que tem que ser pagas, sempre aparece uma coisa ou outra, nós estamos fazendo massa de macarrão e massa de pastel, a gente faz a massa e as pessoas estão comprando bem, graças a Deus, não é um dinheiro que dá para comprar, por exemplo, o material elétrico fico em 15 mil reais nessa faixa, só o material então não é um dinheiro que dá para comprar o material elétrico, mas dá para pagar as continhas para a gente não ficar no vermelho e a gente poder manter, então a gente tá feliz porque a gente tem recebido esse apoio da sociedade, a gente espera que a hora que ficar pronto essa sede a gente possa realmente realizar esse sonho de oferecer mais atividades de inclusão dessa pessoa idosa.
Quantos voluntário e sócios tem na Associação dos Idosos?
Sócios tem 48 e voluntários que trabalham ativamente uns 10.
Há alguma projeção para trabalhar com área a médica na Associação?
Não pensamos, mas acredito que fisioterapia é bem possível por conta da Ajes que foi parceiro nosso no ano passado, a gente teve alguns projetos com educação física e eles tem interesse sempre de trabalhar, fazer estágio também, aí trazer a parte de fisioterapia eu acredito que seria possível, fazer algumas atividades como a fisioterapia, não vamos dar o passo muito grande porque nós temos que manter, nós não recebemos nada de nenhum órgão público para poder manter e nós temos que fazer a gestão de sua aí, que não é fácil, não é fácil não, a gente tem dedicado o tempo todo para essa Associação dos Idosos, para a Pestalozzi, a equipe é reduzida e valente porque senão não teria chegado a gente já chegou.
Houve alguma medida especial com os idosos para combater o coronavírus, foi possível fazer testes ou alguma coisa nesse sentido?
Não, os idosos foram orientados para permanecer em casa, em isolamento o máximo que puder, não sair de casa, e quanto a testes não tá tendo nem pra quem precisa, que está apresentando sintomas, por que é esse protocolo, para quem apresenta sintomas que aí aplica o teste, então tem que procurar a saúde local para que eles possam fazer seu teste, não tem uma orientação de fazer o teste ali dentro, nem de hanseníase, que eu procurei para ver se a gente conseguia fazer o teste lá, não tem, tem que procurar um centro especializado para que seja feito, então encaminhando, orientando, já é uma grande coisa e as pessoas tendo essa assistência quando chegar no local, melhor, então que todos se cuide para que não vamos ter dificuldade de atendimento, porque se muitas pessoas forem infectadas as coisas ficam muito mais difíceis, graças a Deus Juína, apesar das ameaças que a gente teve ali para trás, a gente já tá numa situação até confortável comparando com outros lugares que a situação é de extremo terror e medo, acho que é um medo pela instabilidade, que você não tá vendo seu inimigo, pode estar aqui, pode estar ali, você não sabe onde ele está então, só pedir a Deus que dê força e que a gente consiga manter isso, ter os cuidados, orientações da secretaria de saúde do município, do estado, Organização Mundial de Saúde, a gente tá vendo todas as orientações então a gente seguir essas orientações que eu acho que minimiza, não vai resolver por completo, mas que minimiza bastante a gente faz a nossa parte.
A construção da Associação dos Idosos está em fase de finalização, têm um prazo para finalização já ou não?
Não, nós não temos prazo porque nós temos a possibilidade de ficar lá embaixo no barracão que a gente está, no São Gonçalo, que é um barracão que é cedido pela Diocese de Juína, pelo bispo Dom Neri, ele cedeu para que a gente utiliza-se o espaço, então a gente está acomodado lá e com o termo de comodato valendo até outubro de 2021, aí podemos até renovar se for necessário, mas ainda tem praticamente um ano né, mais de um ano, para gente terminar, a gente gostaria de terminar logo para gente ir para casa, mas assim, como aconteceu tudo isso aí talvez atrase mais um pouco, mas acredito que antes desse prazo a gente termina com certeza.
Você têm tido contato com os idosos que fazem parte da Associação? Como eles estão lidando com essa situação em casa?
Todos dia, porque a gente tem um grupo de contato né, ainda bem que a gente hoje tem Internet, tem WhatsApp né, e aí nesses grupos a gente conversa, muitos quem tem sítio, filho que tem sítio, fazenda, essas coisas, estão isolados lá no sítio, uns ficam trancafiados, que o filhos não deixam nem espiar para fora, tem outros que se encontram, que nem para fazer a massa, a gente vai em 3 ou 4 pessoas, todos usando máscara, utilizando todo o cuidado para que a gente não contamine, mas enfim, eles estão realmente reclamando muito da falta dos bailes, que tão sem condição, que vão ter que depois fazer alguma coisa para desenferrujar, então é uma forma da gente resignar, abdica disso para que a gente se proteja.
Parece que o idoso tem mais dificuldade de ficar em casa que o mais novo, porque essa dificuldade de ficar em casa?
Porque o sistema que ele sempre ele utilizou é sair, ter os amigos, ter o contato, ir até o bar da esquina, a padaria, e de repente ele se vê fechado, eu acho que é mais difícil. Eu acredito que a gente já está extrapolando, são poucos os idosos que não dominam o WhatsApp, as vezes não consegue escrever muito, mas ele fala, ele manda mensagem, ele se comunica, mas não é fácil, não é fácil para o idoso, não é fácil para ninguém ficar trancafiado em casa. A gente acredita né, reza a Deus para que ilumine os cientistas para que eles consigam acertar em uma vacina que seja correta, eu acho que só após a liberação de uma vacina para combater coronavírus, que a gente vai ter mais sossego, mais tranquilidade, não é fácil, são milhares de cientistas no mundo inteiro se ajudando, trabalhando, já estão testando e isso é muito bom, eles estão virando noites, trabalhando muito, a gente sabe disso, então tem que rezar para que eles consigam encontrar esse caminho, que vai ser o caminho da nossa libertação, vamos dizer, porque aí é possível a gente ter mais tranquilidade, enquanto isso temos que nos cuidar, quanto menos gente infectada, quanto menos gente doente melhor né. Rezar também para os profissionais de saúde, que a gente sabe do risco que correm e eles precisam estar na linha de frente, contar com eles, contar com os médicos, com os enfermeiros, os técnicos, pessoal da limpeza, enfim, o pessoal que trabalha no hospital, que trabalha nos centros que foram criados aí para atender o Coronavírus, como é difícil, eles também têm família, eles também tem a sua vida e tem que largar às vezes tudo para poder ficar a frente, então acho que a gente tem que olhar para isso também e em nome deles deles fazer esse sacrifício, que não é tão grande, que é ficar doente, pelo que relatam as pessoas que passaram e saíram dessam então a gente precisa, não brincar, não é uma coisa de você ficar com uma paranóia.
Você sempre foi ativa, sempre participou de associações, sempre à frente de algum órgão, alguma área, como é para você, Ivani, ficar restrita? Você conseguiu?
A gente tenta né, tem coisas que a gente consegue resolver hoje através do celular, a gente conversa com as pessoas, tem contato, pelo computador, por e-mail, de vez em quando a gente dá uma escapadinha também, usando os cuidados, usando a máscara, tudo, a gente se encontra, vai buscar alguma coisa, vai no mercado, eu procuro um mercado que não tem tanto movimento, o horário que não tem tanto movimento né. Não é necessário você fazer aquela festa, ficar ali se expondo, e acho que não é legal, mas não é fácil não.
Você tem acompanhado as notícias a nível nacional e mundial?
Sim, direto eu assisto, mas é triste, o número no Brasil chegou ao ponto máximo agora né, que foi o que o Mandetta falava no começo, que seria em junho o ápice da desgraça do Coronavírus.
Como estão os trabalhos na Associação Ministério da esperança - AME, alterou alguma coisa?
Olha, primeiro a gente suspendeu atividades de reuniões, inclusive o processo eleitoral, a gente ficou sem saber, porque essa diretoria tinha o mandato até dia 29 de Abril e a gente estava encaminhando edital para publicação para eleição da próxima diretoria, aí apareceu o Covid-19, bem na época, a gente suspendeu o processo, e a diretoria continua a mesma, inclusive, a gente fez um documento para que a gente tenha validade dos atos tomados neste período de limbo, assim que a situação se regularizar a gente vai proceder todo esse processo de eleição da diretoria, mas o que foi feito então foi suspender as atividades de reuniões, assembleias, etc, de aglomerações, e lá na parte da capela, na funerária lá embaixo, foi adotada todas as medidas de segurança, comprado aventais, comprado máscaras, inclusive em uma quantidade bastante grande, que está à disposição de todos funcionários. Foi feito uma reunião com o pessoal da saúde para todas as orientações, as pessoas que trabalham em baixo, para tomar todos os cuidados necessários né, então continua restrito, mas continua, porque não tem nem como você parar e os cuidados são os que foram orientados pela secretaria de saúde, pelo comitê que foi formado dando todas as orientações.
Houve algum impacto nos sepultamentos por causa da pandemia?
Não, até agora não.
O número de óbito aumentou ou diminuiu?
Diminuiu, por incrível que pareça diminuiu, agora esses dias que teve um acidente, que a gente infelizmente perdemos mais um moço aí, mas não alterou, a gente sentiu que diminuiu, mas é assim, lá na AME não é regular, tem meses que acumula mais, ultimamente ele tem dado uma diminuída, inclusive tem uma coisa muito curiosa, não sei se você já percebeu, que até as consultas no hospital, na UPA, diminuiu, o pessoal não tá indo mais, eu não sei o que tá acontecendo, estão ficando em casa com medo e não estão indo no hospital mais, também diminui bastante o número de pessoas que procuram principalmente a UPA, a gente não vê aquele monte de pessoas ali na frente.
Foram tomadas algumas providências em relação aos sepultamentos?
Sim, com certeza, até para os funerais a gente diminui o número de pessoas que podem ficar lá, tem toda uma orientação e foi feio fabricado lá mesmo, na AME, com os voluntários, a Cidinha Silva que tá coordenando, foram fabricadas muitas máscaras para distribuição ali na hora do funeral, as pessoas chegam no velório e não tem, então são distribuídas as máscaras, essas máscaras caseiras mesmo, mas estão sendo distribuídas, ainda tem lá bastante, tão fabricando, para que a gente possa também suprir isso, muitas vezes as pessoas vêm do sítio, não tem mascara e a gente tem que tomar esse cuidado ali também.
Quantos voluntários tem na AME hoje?
Tem mais de 50.
Você se desdobra em várias frentes, como dar conta de tanto trabalho?
Só por Deus mesmo, e tem muitas pessoas que ajudam, a gente tá na frente, mas nunca a gente trabalha sozinho, a gente tem que ter equipe, tem que ter pessoas que nos apoiam e compram a ideia né, porque se não é difícil, ninguém faz nada e ninguém merece os louros nem as pedradas sozinho, então a gente tá junto, sempre temos uma equipe que nos ajuda, nos apoia, e a gente faz aquilo que pode, pedindo a Deus que abençoe o trabalho, que seja um trabalho digno, um trabalho sério, por aí a gente vai, eu acho que estamos cumprindo o nosso papel social, a gente recebe tanto e pode doar também.
Parabéns, a sociedade precisa de mais pessoas como Ivani Dalla Vale.
Tem muitas pessoas melhor que eu por aí trabalhando, a gente faz um pouquinho, que nem beija-flor que quer apagar o incêndio da floresta, é assim que eu me sinto, você corre lá, molha o biquinho e joga a gotinha de água para apagar o incêndio, mas se muitos beija-flores ajudarem eu acredito que a gente vai conseguir apagar muitos incêndios. Eu desejo que Deus que continue abraçando Juína, cuidando de cada um de nós para que em breve a gente possa se abraçar e estar junto.
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