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NOTÍCIA

Setor madeireiro volta a ativa após reversão de decisão judicial

A decisão ameaçava principal fonte de renda de inúmeros municípios da Amazônia Legal.

Data: Quinta-feira, 11/06/2020 21:10
Por: Metrô FM
O Globo

No final do mês de maio, a juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, em atendimento a um pedido do Ministério Público Federal, concedeu uma liminar determinando a suspensão das atividades de exploração mineral e do setor madeireiro enquanto durar a pandemia do novo coronavírus. A decisão provocou a paralisação de todo um setor que trabalha em acordo com a legislação social e ambiental do país, ameaçando a principal fonte de renda de inúmeros municípios da Amazônia Legal.

O Engenheiro Industrial Madeireiro, Paulo Veronese, relata o prejuízo causado por essas semanas que o setor ficou parado. De acordo com ele, somando o tempo de demora para a liberação, somarão 03 semanas de trabalho parado. Segundo ele, foram realizadas várias demissões em função da pandemia, reduzindo em 30% o número de empregos na indústria madeireira.

O Engenheiro explica como funcionou o processo para reverter a decisão judicial, foi realizada outra medida judicial para contrair a medida inicial da Juíza Federal. Utilizando de meios políticos, alguns deputados e senadores apoiaram a causa. De acordo com o engenheiro, o medida de paralisação só prejudicava quem trabalha legalmente.

O Engenheiro Paulo Veronese comenta como ficou a situação do setor após a reversão da decisão, após 48h o manejo florestal já poderá voltar as atividades, as industrias dependem do IBAMA, ou seja, serão desbloqueadas manualmente.

O atual Presidente do SIMNO, Roberto Rios, também comentou sobre a decisão, relata que a mais de 20 dias o setor estava paralisado e que, de acordo com ele, gera mais de 100 mil empregos dentro do Estado de Mato Grosso, e conta com 1.600 empresas ativas. Acredita que no máximo na segunda feira já poderão voltar as atividades normais.

Em Mato Grosso, a decisão afetava os municípios de Juína, Aripuanã, Conselvam, Colniza, Guariba, Alta Floresta, entre outros municípios, consideradas as principais regiões produtoras de madeira no Estado.