Quando a COVID-19 foi declarada uma doença pandêmica, ou seja, de impacto global, a diferença entre surto, epidemia e pandemia ganhou destaque entre a população. Entretanto, a doença provocada pelo novo coronavírus também pode, futuramente, vir a se enquadrar em outra nomenclatura: a de endemia.
De acordo com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a COVID-19 pode nunca desaparecer por completo do planeta e ainda haverá dificuldades no combate à doença mesmo após o desenvolvimento de uma vacina.
Isso porque existe a possibilidade de que o SARS-CoV-2 se transforme em diferentes vírus endêmicos em determinadas regiões. Mas, afinal, o que significa esta classificação de endemia e o que isso diz sobre a situação do coronavírus em todo o mundo? Entenda:
Uma doença endêmica é aquela que se manifesta com mais frequência em alguma região por conta de circunstâncias locais. O surgimento destas condições, geralmente, ocorre dentro de uma localização específica e também numa determinada época. Algumas doenças consideradas endêmicas no Brasil são:
Portanto, o aumento sazonal do número de casos esperado em uma região é o que conhecemos como endemia. Neste contexto, a doença não apenas surge e "desaparece", mas segue um ciclo de contágio que se repete ocasionalmente.
Assim, uma doença endêmica permanece na população por um curso de tempo e tem uma tendência a reaparecer de forma expressiva em um período específico do ano. O aumento do número de casos de influenza durante o inverno na região Sul do Brasil também é um exemplo de endemia.
As possíveis mutações do novo coronavírus fazem com que a COVID-19 possa de tornar uma endemia no futuro. "Uma vez que se não crie uma imunidade permanente ao vírus, ele pode se expressar periodicamente, retornando e infectando essa população que não adquiriu imunidade definitiva", explica a infectologista Lessandra Michelin, diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
A especialista ainda aponta que outras cepas de coronavírus já são consideradas endêmicas e causam resfriado comum na população - assim como existem tipos diferentes de influenza que causam gripe em "períodos de circulação".
De acordo com Lessandra, essa tendência de uma doença provocar endemias está presente principalmente entre os vírus respiratórios, como é o caso da síndrome respiratória aguda causado pelo novo coronavírus.
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