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NOTÍCIA

Quadro Sorria Mais com a Dr. Camila Ferlin: Fase do Patinho Feio

Toda Terça-feira você confere o quadro Sorria Mais aqui na Metrô FM.

Data: Terça-feira, 10/11/2020 08:42
Por: Metrô FM Juína
Metrô FM Juína

Hoje no quadro, sorria mais com a Dentista Especialista em Ortodontia, Dra. Camila Ferlin Rodrigues, com novas dicas para a sua saúde Bucal.

Fase do Patinho Feio

Uma situação clínica que ocorre com frequência no consultório, é quando a criança chega com a mãe e ela se queixa que não está contente com os dentes do filho ou a queixa pode vir diretamente da própria criança, sobre fechar um espaço específico entre os dentes da frente da parte superior, o que fazer? Tratar ou não tratar? Pois, essas alterações não são agradáveis esteticamente, porém não representam anormalidades.

A dentadura mista é marcada por diversas mudanças no arco dentário e faz parte do desenvolvimento normal o aparecimento de algumas características oclusas transitórias, muitas vezes confundidas com má oclusão.

Um período característico deste estágio da dentadura mista e que alguns pais ou responsáveis se queixam, é a fase chamada do “patinho feio”, é quando os incisivos superiores se apresentam projetados mais para frente, uma mordida profunda e os diastemas entre os incisivos superiores permanentes. Esta fase tem início aproximadamente aos 7 anos, quando a criança já apresenta os incisivos superiores permanentes e tende a desaparecer por volta dos 14 anos. É uma fase fisiológica que posteriormente, na época de erupção dos dentes posteriores e caninos permanentes, tende a desaparecer. Assim, com a erupção dos caninos permanentes, serão corrigidas a inclinação distal exagerada dos dentes anteriores superiores e ocorre o fechamento espontâneo dos diastemas dos incisivos permanentes superiores. Com a erupção dos demais dentes posteriores haverá a correção da sobremordida e a inclinação para frente dos incisivos permanentes superiores.

Por isso, não há necessidade de tratar, ela se autocorrige, é necessário aguardar o momento fisiológico acontecer.

Se passado essa fase, não corrigir, e ai sim tem que intervir e tratar.

Porém devemos avaliar todos os aspectos, não só dentários, mas psicológicos, pois  muitas vezes, dependendo do tamanho dos espaços entre os dentes e da inclinação para frente, a criança ou adolescentes estão se preocupando muito com a estética ultimamente, mesmo sabendo que pode se autocorrigir, só que isso leva um bom tempo para a correção espontânea, podemos colocar um aparelho para tornar mais rápida essa correção e trazer maior conforto e solucionar a queixa principal daquele paciente, que era a estética , ajudando também na parte da inserção social e os aspectos psicológicos.