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NOTÍCIA

Exclusivo: Tenente Coronel da Polícia Militar Emirella expressa sua opnião sobre o caso Mariana Ferrer

Tenente Coronel PM Emirella é Coordenadora Estadual da Patrulha Maria da Penha da PMMT, responsáveis pelos casos de violência contra a mulher de Cuiabá e região mato-grossense

Data: Sexta-feira, 06/11/2020 16:29
Por: Metrô FM Juína
Foto por: Carlos Alberto / Metrô FM

Recentemente um caso de estupro tomou a mídia com extrema proporção, principalmente pós julgamento onde o Juiz determinou que o estupro contra Mariana Ferrer foi de natureza culposa, ou seja, não há intenção de estuprar.

Não há intenção de estuprar? Como podemos ver esse foi o julgamento onde, um rapaz da alta sociedade ficou em liberdade, após o senhor excelentíssimo Juiz Rudson Marcos julgar que André Aranha, réu do caso, não teve a capacidade de discernir se era sexo consentido ou não! E o absolveu por falta de provas.

Entenda que Mariana fez corpo de delito, onde foi encontrado Sêmen do réu dentro da vítima e nas suas roupas Íntimas, houve rompimento do Hímen, ou seja, a moça era virgem e ainda substancias análoga a boa noite cinderela, ou seja, drogaram-na para cometer o ato monstruoso.

A Tenente Coronel Emirella, coordenadora da patrulha Maria da Penha em Cuíaba, ativista nos diretos das mulheres e que recentemente esteve no município de Juína para aplicar um treinamento ao 8º Comando Regional da Polícia Militar no atendimento de violência contra mulher, relata com exclusividade à Rádio Metrô FM sua opinião sobre o descaso com uma jovem mulher estuprada.

Veja a declaração da Tenente aos cidadãos de Juína e todo o estado de Mato grosso.

“Como Mulher, profissional e ativista pelos direitos das mulheres, digo ao ouvintes e leitores que me sinto estarrecida e encontro dificuldade de expressar em palavras o que sinto, mas o comportamento de todos durante o julgamento reflete com exatidão a cultura patriarcal enraizada em nossa sociedade.

Ficou claro que de vítima, Mariana Ferrer passou a ser tratada como acusada, a violência institucional sofrida foi tamanha que a moça chegou a implorar por respeito durante o julgamento, por isso fica muito difícil muitas mulheres denunciarem casos de violência sexual.

Devemos entender que o ato de praticar a violência sexual foi do agressor e não da vítima independente de como ele esteja.

Apesar de legalmente previsto, não vemos nenhum homem ser embriagado ou dopado e na sequencia estuprado. Temos que parar de tratar o corpo da mulher como uma permissão aberta para a satisfação da lascívia masculina, nosso corpo não está aberto a isso.

Infelizmente a cultura do estupro existe no nosso meio, e não se trata de mimimi de mulher, e nós mulheres não vamos nos calar, vamos falar mais e mais, não vamos aceitar estas imposições.

A repercussão de casos como estes, nos permite refletire enxergar o machismo existente e mais pessoas conseguem compreender a necessidade de se possuir uma nova visão.

Agradeço o convite, pela palavra à rádio Metrô FM, estou à disposição sempre e mando um forte abraço a todos, Obrigada! “ (palavras da Tenente Coronel Emirella)

Mariana Ferrer, 21 anos, influenciadora digital, estava á trabalho, foi humilhada em julgamento, pelas roupas e fotos que postava nas SUAS REDES SOCIAIS, de vítima passou a ser acusada de provocar o estupro por parte de André Aranha.

O pedido no momento é de Justiça por Mariana e tantas outras meninas, mulheres sendo jovens ou não, que passaram e que estão passando nesse momento o mesmo que Mariana Ferrer!

A Equipe da Metrô FM deixa aqui sua indignação e repudio ao descaso com a jovem moça e parabeniza Tenente Emirella pelas sinceras palavras.

 

Redação: Alana Prudente/Metrô FM
Reportagem: Carlos Alberto/Metrô FM