Com a reabertura dos setores da economia, após o período de isolamento social em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o varejo Juinense tem apresentado altos preços nas prateleiras dos supermercados.
O mercado se aqueceu e está tendo uma recuperação que visa retirar os prejuízos da pandemia, esse está sendo o maior problema enfrentado pelos donos de supermercados, que estão tendo que enfrentar o momento de impacto nos preços.
O proprietário do grupo Favorito Supermercados Agnaldo José lamenta o período, e nos conta como está sendo difícil contornar a situação, a cada estoque novo no estabelecimento o preço está com reajuste, às indústrias não somente o do arroz está aumentando consideravelmente seus preços repassados para os varejistas. Ele relata que não somente por causa da pandemia que está ocorrendo essa alta, mas também é devido à alta nas exportações, a falta do produto e o repasse menor ao consumidor brasileiro.
Agnaldo revela que com as vendas a prazo o supermercado acaba tendo prejuízo devido o crescente número de vezes que os produtos sobem na indústria. Ele está preocupado, pois o produto que ele compra e vende á pagamento daqui 30 dias, já não cobre a reposição do próximo estoque.
O Administrador do Pasqualotto Supermercados
Fernando Pasqualotto fala sobre a alta do preço do arroz, e ressalta que essa situação é devido ao repasse menor que o mercado brasileiro está tendo, por causa do aumento de exportação do produto.
“torna-se assustador um produto que faz parte do dia- a- dia da população brasileira, estar a esse preço.” Diz Fernando e ainda conta que o supermercado tentou driblar a situação, mas ainda sim passou da casa dos 20 reais.
Ele comenta sobre como administrar esse aumento de preços. Com promoções diárias, o estabelecimento chegou a colocar o arroz sem lucro nenhum para poder atender ao cliente.
Fernando revela que os fornecedores estão racionando a entrega de arroz aos estabelecimentos e comenta que provavelmente, ocorrerão mais aumentos no decorrer dos próximos dias, mas que não tem como saber até quanto isso pode chegar.
Fernando diz ter confiança que o próximo ano seja melhor para o comercio e seus clientes.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Arroz, Jerry Alexandre, a próxima safra de arroz começará a ser colhida em março de 2021. Até lá, vamos depender de importações para assegurar o abastecimento.
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