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NOTÍCIA

Imunidade à covid pode ser celular, mesmo sem anticorpos

O vírus SARS-CoV-2, causador da pandemia de covid-19, ainda é um completo desconhecido aos cientistas do mundo todo.

Data: Quarta-feira, 02/09/2020 11:38
Por: Gazeta MT
Reprodução

A médica patologista e representante do Conselho Federal de Medicina, Natasha Slhessarenko, tenta elucidar questionamentos a cerca da resposta imune que o corpo humano produz ao entrar em contato com o novo coronavírus.

A dúvida maior paira sobre a polêmica “imunidade de rebanho”. A discussão é se ela seria apenas uma falsa sensação de segurança as pessoas que já foram contaminadas ou não? A médica Natasha Slhessarenko esclarece que alguns estudos já indicam que “o indivíduo que já teve contato com o vírus, pode não ter mais anticorpos porque já desapareceram ou ele pode nunca ter desenvolvido anticorpos. Ele pode ter tido outro tipo de imunidade que é a chamada imunidade celular”.

Estudos relacionados, um específico feito pelo Instituto Karolinksa, na Suécia, mostram que pessoas que apresentam resultados negativos em testes de anticorpos contra o coronavírus (IGg) podem ter essa imunidade ao vírus, que viria das células T que são capazes de identificar e destruir células infectadas, mas nenhum ainda conseguiu uma garantia sobre a duração dessas células de memória e que parece comum os anticorpos desaparecem do corpo depois de meses.

“Vamos ter aí indivíduos que pegam a covid, mas nunca desenvolvem anticorpos. Vão desenvolver a imunidade celular”, observou a médica. A partir do momento que um a pessoa entra em contato com o vírus, ela pode adquirir os anticorpos, conforme ela, pegando a doença; tomando a vacina (caso existisse); quando a mãe está grávida, já teve a doença e passa para o bebê; e através do leite materno.

Reinfecção – Num segundo contato com ele, então, os anticorpos eliminam o micro-organismo invasor antes mesmo de conseguir provocar a doença novamente. A reinfecção só ocorre quando há mutação do patógeno. “Para poder dizer que é reinfecção tem que provar que o vírus sofreu mutação”, assinalou.

Natasha ressalta que nenhum caso de reinfecção, ainda, tenha sido notificado no Brasil e que o caso da enfermeira de Ribeirão Preto, que cientistas da Universidade de São Paulo (USP) analisaram, não conseguiu fazer o sequenciamento do vírus e, assim, provar que se tratava de um novo vírus.

Porém, ela alerta que, há uma semana, um primeiro caso foi descrito em Hong Kong e já tiveram outros relatos na França, Alemanha, Holanda.