O Brasil e a China discutiram novas possibilidades de cooperação em tecnologia, inteligência artificial (IA), supercomputação e minerais estratégicos. As conversas ocorreram durante a visita de Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Pequim.
O encontro com o chanceler chinês, Wang Yi, foi realizado na quarta-feira, 16 de setembro. Além da agenda tecnológica, os representantes trataram da relação bilateral e de temas internacionais.
Amorim também entregou uma carta de Lula ao presidente chinês, Xi Jinping, destacando a importância estratégica da parceria entre os dois países e a intenção de ampliar a cooperação.
A aproximação entre os dois países envolve o interesse brasileiro em ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias próprias, reduzir dependências externas e fortalecer a infraestrutura científica e digital.
Na área de inteligência artificial, a China manifestou disposição para aprofundar a cooperação com o Brasil. Wang Yi também destacou a participação brasileira na Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, iniciativa voltada à colaboração internacional no setor.
A supercomputação também aparece no contexto da discussão sobre infraestrutura tecnológica. Esses equipamentos permitem processar grandes volumes de dados e executar cálculos complexos, com aplicações em pesquisas científicas, previsão climática, indústria e desenvolvimento de sistemas de IA.
Outro tema importante é a exploração e o processamento de minerais críticos, utilizados na fabricação de baterias, equipamentos eletrônicos, veículos elétricos e tecnologias de energia renovável.
O Brasil possui recursos minerais de interesse internacional, enquanto a China tem presença expressiva nas cadeias globais de processamento e fabricação de produtos tecnológicos.
A intenção brasileira é ampliar o valor agregado desses recursos dentro do próprio país, estimulando investimentos, transferência de conhecimento e desenvolvimento industrial, em vez de depender apenas da exportação de matérias-primas.
Durante a visita, Amorim destacou que a parceria tecnológica com Pequim deve avançar sem comprometer a autonomia brasileira.
A posição está relacionada ao interesse do Brasil em diversificar suas parcerias internacionais e manter capacidade própria de decisão sobre áreas estratégicas, como infraestrutura digital, inteligência artificial e recursos minerais.
O encontro também abordou questões internacionais, incluindo os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, além da coordenação entre os dois países em fóruns multilaterais.
A visita reforça o diálogo entre Brasil e China em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico e tecnológico. Apesar da sinalização de interesse em ampliar a cooperação, os relatos disponíveis não detalham novos contratos ou valores de investimentos específicos firmados durante o encontro.
Redação Metrô FM Juína
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