O governo brasileiro iniciou uma articulação internacional para discutir regras mais rígidas sobre apostas esportivas online, conhecidas como “bets”. A proposta começou a ser debatida durante agenda do ministro Alexandre Padilha junto à Organização Mundial da Saúde.
A ideia central é tratar a publicidade de apostas de forma semelhante à de produtos como o cigarro, com restrições mais duras para proteger a população — especialmente jovens — dos riscos do vício em jogos.
O movimento surge em meio ao crescimento acelerado das plataformas de apostas no Brasil. Especialistas e autoridades apontam que o fácil acesso, aliado à forte publicidade, tem aumentado casos de dependência, endividamento e impactos na saúde mental.
A proposta em discussão busca:
A inspiração vem do modelo adotado globalmente para o controle do tabaco, que inclui restrições de marketing e campanhas de conscientização.
Durante as conversas com a OMS, o Brasil defendeu que o tema seja tratado como uma questão de saúde pública global, abrindo espaço para uma possível cooperação entre países na criação de diretrizes internacionais.
A avaliação do governo é de que, por se tratar de um mercado digital e transnacional, medidas isoladas podem ter efeito limitado — por isso, a necessidade de uma ação coordenada entre diferentes nações.
Ainda não há uma regulamentação global definida, mas o debate marca um avanço na tentativa de controlar um setor que cresce rapidamente e movimenta bilhões de reais.
No Brasil, o tema também está em discussão no Congresso e pode resultar em novas regras para publicidade e operação das plataformas de apostas nos próximos meses.
A expectativa é de que as negociações avancem ao longo do ano, com possível apoio de outros países preocupados com os impactos sociais e econômicos das apostas online.
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