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NOTÍCIA

Usina diz que peixes morreram porque nível do Rio Teles Pires em MT está baixo e geradores tiveram que ser desligados

No entanto, segundo a companhia de energia, o interrompimento está previsto. Amostras da água foram coletadas para análise.

Data: Quinta-feira, 20/08/2020 10:34
Por: G1 MT

Equipes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoaram nessa terça-feira (18) trecho do Rio Teles Pires onde peixes foram encontrados mortos, no final de semana.

Esse trabalho foi realizado a cerca de 40 km da barragem da Usina Hidrelrética Sinop, entre os municípios de Cláudia e Itaúba.

Os analistas da Sema verificaram as condições da água e monitoraram a existência de peixes mortos no leito do curso de água. Com o voo foi possível verificar os impactos ambientais, nível, coloração da água e a mortandade de peixes.

Peixes foram encontrados mortos no Rio Teles Pires em Sinop (MT) — Foto: Divulgação

Peixes foram encontrados mortos no Rio Teles Pires em Sinop (MT) — Foto: Divulgação

No final de semana vídeos foram feitos no Rio Teles Pires por pessoas que estavam na região.

A Companhia Energética Sinop, responsável pela usina, informou em nota que as mortes ocorreram porque neste período de seca o nível do reservatório baixou muito, atingindo quase o limite. Por isso, foi necessário interromper as atividades de unidades geradoras. Informou também que o procedimento é normal em usinas hidrelétricas e já está previsto no licenciamento ambiental.

Nível da água está baixo — Foto: Divulgação

Nível da água está baixo — Foto: Divulgação

Já a secretaria estadual de meio ambiente informou em nota que uma equipe do órgão já fez coletas de amostras da água e dos peixes para investigar as mortes. Ainda não se sabe a dimensão exata do prejuízo ambiental, mas um caso similar já foi registrado em março deste ano, quando quase sete toneladas de peixes morreram.

Segundo levantamento do Ministério Público Estadual, o dano ambiental, na ocasião, foi superior a R$ 22 milhões.

Em 2019 a Secretaria de Meio Ambiente também realizou uma perícia e constatou, que na água não havia oxigênio suficiente para que os peixes sobrevivessem.