Uma dramática escalada de tensão geopolítica foi registrada neste sábado (3), quando os Estados Unidos anunciaram um ataque militar em larga escala à Venezuela e, segundo o presidente americano Donald Trump, o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país. A ofensiva representa uma das ações mais significativas norte-americanas em solo latino-americano em décadas.
Relatos de moradores em Caracas, capital venezuelana, relatam a escuta de explosões e sobrevoo de aeronaves militares na madrugada deste sábado, indicando um intenso movimento bélico. Imagens e vídeos publicados nas redes sociais mostram clarões e colunas de fumaça, autorizando a suposição de ataques a alvos estratégicos na região.
Em uma publicação em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que a operação foi um “ataque de grande escala” contra a Venezuela e seu líder, e que tanto Maduro quanto sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país por via aérea. Segundo o presidente norte-americano, a ação foi conduzida “em conjunto com forças de aplicação da lei dos EUA”, sem detalhar exatamente quais unidades participaram da operação.
Trump anunciou que mais detalhes seriam divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para o final da manhã deste sábado em seu resort, Mar-a-Lago, na Flórida.
O governo venezuelano condenou o ataque, qualificando a ação como uma agressão militar e uma violação da soberania nacional, e decretou estado de emergência no país. Em declaração oficial, as autoridades afirmaram que não têm informações claras sobre o paradeiro de Maduro e da primeira-dama e exigiram a divulgação imediata de prova de vida de ambos.
Explosões foram reportadas também em outras regiões além de Caracas, incluindo os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, segundo comunicações internas do governo venezuelano.
A ação representa o ápice de meses de tensões entre Washington e Caracas. Trump tem, reiteradamente, acusado Maduro de liderar um “narcoestado” e de envolvimento em tráfico de drogas e outras atividades criminosas, além de questionar a legitimidade das eleições de 2024, que foram criticadas por opositores por irregularidades.
Analistas internacionais veem o episódio como uma escalada sem precedentes nas relações entre os dois países, com repercussões que podem abalar a estabilidade regional e provocar reação de outros governos e organizações multilaterais. A operação lembra, em amplitude e impacto, intervenções históricas como a invasão americana ao Panamá em 1989, que resultou na deposição do líder Manuel Noriega.
Até o momento, autoridades dos EUA não divulgaram a localização final de Maduro e de sua esposa, nem forneceram dados independentes que confirmem o paradeiro ou o estado de saúde dos dois. Países da região e organizações internacionais ainda avaliam suas posições diante da ação americana, que já provocou protestos diplomáticos e pedidos de esclarecimento em diferentes capitais do mundo.
O cenário político e militar na Venezuela segue em rápida evolução, com possíveis implicações profundas para o equilíbrio geopolítico no continente americano nas próximas semanas.
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