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NOTÍCIA

JUÍZ DE 92 ANOS QUE JULGOU CASOS DO 11 DE SETEMBRO PRESIDIRÁ JULGAMENTO DE NICOLÁS MADURO NOS EUA

Data: Segunda-feira, 05/01/2026 10:10
Por: Beatriz Rodrigues / METRO FM

O juiz Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, será o responsável por conduzir o julgamento do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, após sua captura pelas forças dos Estados Unidos em Caracas no último sábado (3). A audiência inicial do processo começou nesta segunda-feira no Distrito Sul de Nova York, uma das cortes federais mais influentes do país. 

Hellerstein, nascido em Nova York em 1933, foi nomeado para o cargo em 1998 pelo então presidente americano Bill Clinton e ocupa atualmente o status de juiz sênior no tribunal federal após décadas de serviço.

Ao longo de sua extensa carreira, ele presidiu diversos casos de grande repercussão nos Estados Unidos, incluindo litígios relacionados aos ataques de 11 de setembro de 2001, processos de indenização contra companhias aéreas, casos de assédio envolvendo personalidades da indústria do entretenimento e ações criminais de alto perfil. 

A presença de Hellerstein no comando do julgamento de Maduro adiciona peso à atenção internacional sobre o processo, que envolve acusações severas feitas pelo Departamento de Justiça dos EUA, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armas e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos. 

A sessão desta segunda-feira marcou a primeira aparição formal de Maduro no sistema judicial americano desde que foi detido e levado ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC) em Brooklyn. Ele e sua esposa, Cilia Flores, também detida, devem responder às acusações em um processo que já mobiliza a comunidade jurídica e política internacional.

Juristas destacam que o julgamento num tribunal federal dos EUA traz complexidades jurídicas e diplomáticas, incluindo possíveis alegações de imunidade por parte da defesa de Maduro, que sustentará que sua condição de chefe de Estado poderia protegê-lo de acusações em solo americano — argumento que dificilmente será aceito nos tribunais. 

O caso, além de seu impacto legal, também possui forte dimensão geopolítica, sendo acompanhado de perto por governos e organizações ao redor do mundo, enquanto as implicações do processo continuam a reverberar na política internacional e nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina.