A Justiça de Mato Grosso agendou para o dia 22 de janeiro de 2026, às 8h, o julgamento pelo júri popular dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados de planejar e executar o assassinato de Raquel Maziero Cattani, de 26 anos filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). A decisão foi tomada pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara de Nova Mutum.
Os réus permanecem presos preventivamente e serão conduzidos ao plenário de forma presencial, sem uso de algemas, e deverão comparecer com roupas civis.
Raquel foi encontrada morta dentro de sua casa em 2024, vítima de um brutal ataque: mais de 30 facadas.
Segundo a denúncia, o crime teria sido motivado pelo fim do relacionamento entre Raquel e seu ex-marido (Romero). Ele não teria aceitado a separação e ofereceu R$ 4 mil ao próprio irmão (Rodrigo) para executar o assassinato. A denúncia aponta que ambos teriam planejado o crime conjuntamente.
Os irmãos também teriam combinado os detalhes de como o crime seria cometido.
O imóvel onde ocorreu o homicídio, localizado em um sítio no Assentamento Pontal do Marape (Nova Mutum/MT), apresentava sinais de violência: a televisão estava quebrada e objetos como uma moto e o celular da vítima foram levados.
Na decisão judicial que marcou o júri, a magistrada ressaltou a complexidade do caso e o elevado volume de diligências realizadas até então. Também determinou a requisição de objetos e eventuais armas utilizadas no crime, para que sejam apresentados aos jurados durante o julgamento.
Tanto a acusação pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) quanto a defesa poderão indicar testemunhas, entre as quais está a mãe da vítima.
O caso chocou não só a comunidade de Nova Mutum, mas também ganhou ampla repercussão estadual, por envolver a filha de um deputado estadual e pela crueldade do crime. O julgamento pelo júri popular surge como um momento decisivo para que a Justiça com participação da sociedade avalie a responsabilidade dos acusados.
A data marcada para o júri já está provocando expectativa: além da definição da culpa ou inocência dos acusados, será um teste à transparência e funcionamento do sistema de justiça em casos de grande repercussão.
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