O município conta com uma rede de apoio estruturada para acolher e orientar mulheres que enfrentam situações de violência. A mensagem das equipes de assistência social é clara: nenhuma mulher está sozinha.
"Queremos que todas saibam que existe uma rede preparada para apoiar, ouvir e acolher. Muitas têm medo de denunciar, mas podem nos procurar no CREAS. Nossa equipe está pronta para atender, orientar e oferecer suporte para romper esse ciclo de violência", destacou uma profissional da assistência social.
Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, o município se prepara para intensificar as ações de apoio, incluindo a criação de novos grupos de acolhimento. "Estamos iniciando nosso grupo e convidamos todas para uma conversa. Queremos que saibam que há pessoas ao lado delas nessa caminhada", reforçou.
A demanda por atendimento tem crescido em 2025, principalmente entre mulheres que buscam ajuda para enfrentar a violência psicológica. "A violência não se resume à agressão física. Muitas mulheres têm procurado apoio por sofrerem violência emocional, um sinal preocupante que nos levou a ajustar nosso planejamento para atender essa nova realidade", explicou a profissional.
O trabalho do CREAS é realizado em parceria com a Patrulha Maria da Penha, que atua na segurança das vítimas. Além do suporte policial, o município oferece recursos para fortalecer a autonomia das mulheres.
"Temos programas sociais que auxiliam na qualificação profissional, empregabilidade e moradia. Muitas mulheres saem de uma situação de violência sem renda, sem moradia e sem perspectivas. Nosso objetivo é dar suporte para que elas reconstruam suas vidas com dignidade", afirmou a especialista.
Um dos principais auxílios oferecidos é o Programa Ser Mulher, criado pelo Governo do Estado, que disponibiliza aluguel social emergencial para vítimas de violência com medida protetiva. "Esse benefício é concedido em até 24 horas para garantir que essas mulheres tenham um lar seguro. Atualmente, quatro mulheres já estão sendo beneficiadas pelo programa em nossa cidade", revelou a equipe do CREAS.
Além do suporte direto às mulheres, o município também estende o atendimento a crianças que vivenciam a violência dentro de casa. "Chamamos essas crianças de vítimas colaterais. Elas sofrem indiretamente, mas os impactos podem ser profundos, afetando seu desenvolvimento emocional e até mesmo perpetuando o ciclo de violência na vida adulta", alertou a profissional.
Para lidar com essa realidade, o CREAS iniciou um trabalho específico com esses menores. "Vamos oferecer acompanhamento pontual e um grupo de apoio para crianças que cresceram nesse ambiente. Precisamos quebrar esse ciclo e oferecer novas perspectivas para essas famílias", concluiu.
O município reforça a importância de buscar ajuda e utilizar os serviços disponíveis. "Nenhuma mulher precisa enfrentar isso sozinha. Estamos aqui para apoiar cada uma nessa caminhada."
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