Um grupo de 152 arcebispos e bispos da Igreja Católica, entre eles o Bispo Dom Neri Tondello da Diocese de Juína, assinaram uma carta com duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro. No documento, os religiosos citam que o governo federal demonstra "omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres", além de "incapacidade para enfrentar crises".
A carta, que seria publicada na última quarta-feira (22), chegou a ser suspensa para análise do Conselho permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no entanto, acabou vazando neste domingo (26).
O Bispo Dom Neri Tondello, líder religioso da Diocese de Juína, relatou que a carta não é contra o governo, mas sim uma carta ao povo de Deus, onde um grupo de bispos se mostra preocupado com a realidade do Brasil, principalmente dos povos mais pobres e das minorias que estão sofrendo nesse momento de pandemia.
O Bispo Dom Neri explicou que a carta visava desenvolver um estudo futuro, para que um documento fosse construído com dados e de maneira científica, para se transformar em objeto de estudo futuramente, mas que não era para ela ter sido divulgada.
“Eu fui uma voz forte que não aceitei que essa carta fosse divulgada, mas infelizmente ela vazou, como eu não sei, e ela está produzindo esse debate, esse bate papo controverso, inclusive independente da verdade”, disse o Bispo.
Dom Neri frisa que a carta não é oficial, que ela vazou e foi divulgada sem a autorização dos bispos.
“Eu fiquei estarrecido porque não é o procedimento normal, a CNBB costuma produzir documentos, eles começam assim e depois se transformam em objeto de estudo por uma comissão e é isso que nós pedimos, para que essa carta fosse entregue ao conselho permanente para que delegue uma comissão e lá na frente se transforme em documento”, comentou.
Desde o vazamento da carta o Bispo tem sido atacado nas redes sociais. A manifestação já é considerada por alguns religiosos como sendo uma das declarações políticas mais fortes da Igreja nos últimos anos.
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