Obesidade: uma porta de entrada para alguns problemas
Que fique claro: ninguém está acima do peso porque quer. E, até o momento, nem mesmo os cientistas têm uma resposta definitiva para o crescimento exponencial da obesidade nas últimas três décadas. A preocupação da comunidade médica é legítima. Os quilos a mais são a porta de entrada para uma série de problemas de saúde e estima-se que logo eles estarão influenciando negativamente a expectativa de vida em todo o mundo.
De forma genérica a obesidade é conceituada como o excesso de gordura corporal que traz danos à saúde. E para categorizá-la de forma mais clara, a OMS (Organização Mundial da Saúde) a define por meio de um cálculo matemático que divide o peso (em quilos) de uma pessoa por sua estatura (metros). O resultado dessa operação é chamado de IMC (Índice de Massa Corporal), que respeita a seguinte classificação:
- Valores entre 18,5 até 25 indicam peso normal;
- Acima de 25 revelam sobrepeso;
- Além dos 30 considera-se obesidade.
A partir desses parâmetros, as receitas para manter a balança sob controle são muitas e todas elas se baseiam na mesma premissa —para perder peso é preciso encontrar o perfeito equilíbrio entre o que se come e o que se gasta. Parece simples? Não é. A forma como cada indivíduo acumula gordura decorre da interação de vários fatores. A lista é extensa. No topo dela está a genética, responsável por cerca de 70% do modo como os genes atuam no acúmulo da adiposidade, na forma como ela se distribui pelo corpo e até na estabilização do peso. Os outros elementos relacionados são:
- Gênero;
- Condições pré-natais e de desenvolvimento;
- Tipo de dieta;
- Ambiente;
- Ação hormonal;
- Condições psicossociais.
