Quando se trata de qualquer outro tipo de alimento, o açúcar é um ingrediente que pode estar fazendo “hora extra” no seu prato. Hoje, consumimos muito mais açúcar do que no passado e essa pode ser a causa de muitos problemas de saúde. Para se ter uma ideia, na década de 30 estimava-se que cada habitante consumisse cerca de 15 kg/ano de açúcar. Hoje, a média está próxima dos 50 kg/ano.
Antes de tudo, é importante destacar que sabemos que esse é um processo complexo. Desde crianças somos acostumados a receber doces, bolos e alimentos doces como “prêmio” após uma refeição. Portanto, é natural que tenhamos crescido condicionados a sentir necessidade de consumir açúcar em algum momento.
Porém, o açúcar é um carboidrato do tipo simples, sendo rapidamente incorporado pelo organismo. O excesso dessa substância pode levar à hiperatividade, ao déficit de atenção e à sobrecarga do pâncreas, órgão produtor de insulina, o hormônio que leva o açúcar para as células.
Em termos numéricos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que o consumo de açúcar não deve ser superior a 20 gramas/dia em uma dieta de até 2 mil kcal. Entretanto, quanto menor for o consumo, maiores podem ser os benefícios. Na pior das hipóteses, o mais recomendado é não ultrapassar essa marca sempre que possível.
A lista de benefícios de uma dieta sem açúcar é imensa, mas vamos nos ater a apenas algumas delas para mostrar que sim, é possível ter uma vida saudável consumindo muito pouco ou quase nenhum açúcar todos os dias. Em geral, adote a seguinte regra: quanto mais branco, mais processado é o açúcar e mais malefícios ele traz.
Se engana quem pensa que a vida sem açúcar é menos doce. Se esse ingrediente faz parte da sua dieta, é natural que ao tentar viver sem ele o organismo sinta falta, especialmente durante os primeiros 30 dias. Você poderá sentir uma vontade incontrolável de comer algo doce – e muitos não resistem.
A melhor estratégia é reduzir aos poucos a quantidade desse ingrediente até eliminá-lo por completo da dieta. É preciso dar um tempo para que o paladar se adapte aos sabores naturais dos alimentos.