Alguns sinais da depressão incluem perda de apetite, perda ou aumento significativo de peso, alterações nos padrões de sono, falta de energia, dificuldade de concentração e dores inexplicáveis.
Existem alguns gatilhos para aquelas pessoas que tem tendência a depressão como: isolamento social, o estresse, o histórico familiar de depressão, problemas de relacionamento familiar ou social, dificuldades financeiras, traumas de infância ou abusos sofridos, álcool, drogas e determinadas condições de saúde.

Ainda não se sabe ao certo uma causa específica da depressão. No entanto, vários fatores podem contribuir, incluindo:
Além disso tudo, as deficiências nutricionais também contribuem para o risco de depressão. Pesquisadores descobriram que as pessoas que sofrem de depressão e transtornos do humor apresentam carência não só de um, mas de vários nutrientes. Por isso é tão importante ter uma alimentação adequada e rica em nutrientes.

Os ácidos graxos ômega-3 oferecem numerosos benefícios à saúde. Eles desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso central. O ômega-3 DHA é fundamental para a estrutura das células do cérebro, enquanto o ômega-3 EPA tem impacto na função dos neurônios e na redução de inflamações.
A deficiência de ácidos graxos ômega-3 piora quadros depressivos. Pesquisadores apontam que a ingestão adequada de ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 e as intervenções dietéticas com suplementos de ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a prevenir e curar a depressão.
De acordo com estudos científicos, pessoas com depressão tendem a ter baixos níveis de vitamina D. Por isso, aumentar os níveis dessa vitamina pode aliviar os sintomas da doença.
A falta de vitamina D é associada tanto com a depressão quanto com a demência e o autismo. Esta vitamina ajuda na produção de serotonina, o hormônio do cérebro associado com o humor e a sensação de felicidade. Um nível adequado de serotonina ajuda a prevenir e curar a depressão leve.
A deficiência de vitamina D é comum entre os idosos, adolescentes, indivíduos obesos e pessoas com doenças crônicas. Essas pessoas, portanto, têm maior risco de depressão. Os níveis adequados para se valer dos benefícios são de 40 a 60 no exame.
O magnésio é outro nutriente importante cuja falta pode levar à depressão. Ele ajuda a ativar as enzimas necessárias para a produção da serotonina e da dopamina, além de influenciar vários sistemas associados com o desenvolvimento da depressão. O magnésio ainda mantém os ossos saudáveis e reduz a ansiedade e a pressão sanguínea.
A deficiência de magnésio está entre as principais causas de depressão maior e de problemas de saúde mental, incluindo a perda de QI. O Brasil tem deficiência de magnésio no solo, portanto a suplementação desse nutriente é ainda mais fundamental.
Nos últimos anos foi descoberto que o zinco é uma peça chave na neurotransmissão do sistema nervoso. Assim como o fato de sua consequente carência estar associada à depressão, à astenia e a outras doenças.
O consumo de zinco é muito recomendado quando a depressão está relacionada com o início da menopausa, já que este oligoelemento também pode regular as mudanças hormonais.
O zinco aumenta a produção dos neurotransmissores e seu funcionamento, além de estar envolvido em mais de 250 vias bioquímicas que dão suporte às funções de diversos órgãos. A depressão está associada a uma concentração menor de zinco no sangue periférico.
A vitamina C é fundamental para fortalecer o sistema imunológico, porém também exerce uma função muito importante sobre o sistema nervoso. Já sua carência pode provocar sensação de fadiga e tristeza.
Caso se tenha um deficiência leve, o dano pode até não ser importante. Contudo, se for crônica e vier associada com outros fatores, pode desencadear estados depressivos.
Também é recomendável tomar vitamina C nos estados de estresse físico e mental importantes, visto que pode ajudar a prevenir a oxidação gerada no organismo. A vitamina C pode influenciar nos estados de ânimo negativos.
O selênio é essencial para o funcionamento do cérebro e ajuda a melhorar o humor e os sintomas depressivos. Além disso, desempenha um papel fundamental no funcionamento adequado da tireoide.
A baixa ingestão de selênio tem relação com risco de transtorno depressivo maior. Boas concentrações de selênio estão associadas com baixos sintomas depressivos e com menor humor negativo entre os jovens adultos.
Pessoas com depressão respondem melhor ao tratamento quando possuem níveis mais altos de vitamina B12.
Isso porque a vitamina contribui para o metabolismo celular. Além do mais, ela também é responsável pela regulação de vários processos corporais. Inclusive, é uma das vitaminas essenciais na produção de serotonina, o químico cerebral responsável pela regulação do humor, e por isso, melhora os sintomas de depressão.
A vitamina B12 ajuda ainda a manter mais baixos os níveis de homocisteína, um subproduto do metabolismo proteico. Os pacientes com sintomas depressivos que foram tratados com suplementação de vitamina B12 e com antidepressivos mostraram significativa melhora.
O folato, uma vitamina B solúvel em água, é necessário para a correta biossíntese dos neurotransmissores serotonina, adrenalina e dopamina. A falta de ácido fólico na alimentação pode afetar a saúde mental e levar à depressão. Além disso, um nível baixo de folato no corpo é capaz de diminuir o efeito de vários fármacos antidepressivos. O folato pode também ajudar a prevenir defeitos congênitos, doenças do sangue e tumores. Doses orais de folato e de vitamina B12 deveriam ser usadas para melhorar os resultados do tratamento da depressão.
Não apenas a vitamina B6 está implicada no controle de sintomas como a ansiedade ou a depressão, como sua carência pode provocar irritabilidade.
A vitamina B6 (e também outras vitaminas do complexo B) atuam na produção de certos neurotransmissores, que são importantes na regulação do humor e de outras funções cerebrais. A vitamina B6, ou piridoxina, é o cofator de enzimas que convertem o L-triptofano em serotonina, portanto a deficiência de vitamina B6 pode resultar em depressão. Ajuda a produzir e controlar os produtos químicos que influenciam o humor e outras funções cerebrais.