Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
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PIONEIROS

João Eugênio e Carmelinda Pommer Pretto

A família chegou em Juína no dia 5 de junho 1986. Morava no distrito de Filadelfia e trabalhava na agricultura

João Eugênio Pretto, natural de Santo Ângelo-RS, nasceu em 01 abril 1948 e Carmelinda Pommer Pretto, natural de Santa Rosa-RS, nasceu 15 março 1953.

O casal se conheceu dentro do ônibus, pois na época pegavam o mesmo trajeto, se reencontram novamente em uma comunidade, pelo fato de João na época jogar bola, através disso deu início ao romance.  Namoram por 5 anos e após isso se casaram em 16 junho 1973, em Tenente Portela-RS.

O casal teve 5 filhos, Gelson que faleceu assim que nasceu, Silvani, Ana, Magali e Angela.

A vinda para Juína-MT foi por motivos de saúde de uma das filhas que tinha sérios problemas com bronquite, então era necessário vim em busca de uma região com clima agradável. Chegaram em Juína no dia 5 de junho 1986.

João veio junto com irmão em Juína em 1985 para conhecer pois já havia uma irmã que residia na cidade e facilitaria a sua vinda, logo ele retornou e buscou sua família. O meio de transporte foi em um caminhão truque que veio com 3 mudanças e foi em torno de 5 dias de viagem, pelo motivo da estrada ser de difícil acesso.

De início morou em Filadélfia de favor na terra de um senhor chamado Raimundo Mainardi e iria pagar uma renda do lucro que teria encima das plantações de arroz, milho e a limpeza na localidade, mas infelizmente a terra não era tão boa e não tiveram lucro nenhum, só prejuízos.

A família residia na casa do pioneiro Honório Mattei no período em que ele tomava conta da cooperativa na época.

Seu João trabalhava com alambique e moinho de fubá por 4 anos e fez parte da cooperativa por causa do dono da terra ser associado na época.

A pioneira menciona que de início foi árduo, pois quando chegou não havia água na propriedade, era necessário se deslocar de jipe e buscar em outros lugares.

Outra dificuldade foi o estudo das filhas pois as escolas eram longe.

A diversão na época era jogar bola e ir nos encontros de reza nos finais de semana.

A distância de Filadélfia até Juína era muito grande e dificultava muito pois não havia condução, quem sempre socorria os moradores na época era o vizinho Honório Mattei que tinha um jipe.

Passou um tempo, se mudaram novamente e foram para uma propriedade que a terra era boa de plantar, como houve alguns desentendimentos se deslocou para a cidade e de imediato arrumou um emprego.

A energia era a motor, sendo assim, tinha um período determinado por dia. Já tinha telefone e era necessário ficar por algumas horas na fila até mesmo ocorria de não dar tempo de usar, por haver diversas pessoas esperando.

O casal seguiu trabalhando ele no sitio do pastor Severo e ela como doméstica na casa da ex primeira dama Lizane Bergamim e assim seguiram na luta para criar as filhas e se manter.

Com o passar do tempo ganharam um terreno no Modulo 6 e a madeira para construir a casa onde residem até hoje.

Os pioneiros contam que na época era fácil ganhar dinheiro e a cidade progredia muito rápido.

Seu João afirma que nunc ateve interesse de ir para o garimpo na época mesmo com todo o comentário que corria na cidade.

Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas desde que vieram pra Juína, os pioneiros dizem que são felizes e não pretendem mudar para outro lugar.

Os pioneiros relatam que a população juinense é muito solidária e acolhedora em diversos aspectos e são muito felizes por morar na cidade.

Para eles o segredo do sucesso é ter uma ótima união e respeito acima de tudo.

Atualmente a renda financeira do casal é aposentadoria.

 

Confira abaixo a história em audio, vídeo e fotos da época.