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PIONEIROS

Odete Portilho de Souza (Dona Dete)

Odete Portilho de Souza, Chegou em Juína-MT em 01 setembro de 1979, com o marido e os filhos.

Odete Portilho de Souza, natural de Paranavaí-PR, nasceu 12 dezembro de 1949, seu primeiro esposo foi Antônio Portilho (em memória) nascido em 10 de maio de 1939 de origem paraguaia, já o segundo esposo Edson Barbosa de Souza nascido em 21 de janeiro de 1954, natural de Goiânia-GO.

Seu primeiro casamento foi em Coxim-MS, no dia 3 de março de 1965 que durou 5 quando anos onde ela teve 3 filhos José, Celestina e estava grávida para ter o terceiro filho Cícero quando ficou viúva.

Depois de um período dona Odete conheceu Edson e se casou novamente em 1972 com quem teve mais 4 filhos Dorcelina, Edmundo, Hélio e Durcilene. Nesse período já moravam em Rondonópolis.

A pioneira chegou com a família em Juína no dia 01 setembro de 1979. Vieram de ônibus e foi em torno de 3 dias de viagem até a chegada, já a mudança chegou após 3 dias sobre um caminhão.

A primeira noite eles passaram junto com mais 10 famílias que vieram nesse mesmo comboio na construção do hospital municipal para dormir e no dia seguinte seguiram para linha 5, onde ergueram os barracos de lona. A água usada era de um pequeno córrego próximo ao Areião, no período de chuva o fluxo de água acaba sujando muito, então era necessário filtrar para evitar ter impurezas.

Os sítios foram distribuídos para as famílias por meio de sorteio para não haver desentendimento ou questionamentos de quem ficaria com as melhores áreas.

A visão ao chegar no município não foi agradável, por ser uma local que só havia mato, sendo que, nos primeiros dias a família passou dificuldades em ter mantimentos, porem os vizinhos com a solidariedade ajudavam, logo fizeram um plantio coletivo de arroz, abobora, feijão e milho para se manter.

Uma das diversões na época era os grupos de novena a noite, jogos de baralho, jogos de futebol e baile de terreiro que ocorria frequentemente.

Passado um tempo Edson comprou um sítio na linha F por ser mais amplo e melhor, onde ficaram por 8 anos. Com idéia de ir para Cotriguaçu ele vendeu esse sítio e o gado, mas dona Odete não quis ir para lá pois era muito longe e sofrido então os dois decidiram se separar.

A pioneira veio então para a cidade com os filhos e foi trabalhar de doméstica, alguns filhos já trabalhavam e passaram a ajudar nas despesas de casa.

O município se desenvolveu muito rápido durante o tempo do garimpo, assim trazendo diversas pessoas para a cidade. Para manter contato com os familiares de outras localidades era por meio de cartas e sempre quando era correspondido ficava no mercado Catarinense que ficava localizado na Avenida dos Jambos na época.

O momento mais difícil para Odete foi quando sua residência próxima a escola Anchieta no Módulo 5 pegou fogo e teve perca total, deixando ela apenas com as roupas do corpo.

Odete conta que saiu de casa para tomar chimarrão com uma amiga como de costume e passado uns 20 minutos foi comunicada que havia um incêndio em sua residência que já havia consumido tudo.

 Outro momento e o mais difícil para ela até hoje foi o falecimento de sua filha Dorcelina em 2018 vítima de câncer.

Mesmo com tanta dificuldade e tragédias em sua vida a pioneira conta que segue feliz e se sente realizada pois mesmo com a maioria dos filhos longe, eles se comunicam todos os dias e são presentes.

Para ela o momento mais feliz de sua vida foi no período em que os filhos eram pequenos e a família morava no sitio pois era tudo muita simples, mas a convivência era boa e tranquila.

Odete cita que para as coisas darem certo na vida é necessário ter coragem, fé e força para não chegar ao ponto de desistir, sempre seguir em frente e sempre acreditar em Deus.

Atualmente dona Odete mora em residência própria no Módulo 5 e se mantem com sua aposentadoria.

Para ela o segredo do sucesso é procurar fazer tudo certo.

 

Confira abaixo a história em audio, vídeo e fotos da época.