Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
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PIONEIROS

Agripino Francisco Alves e Maria de Fatima de Queiroz

O Pioneiro Keu Queiroz chegou em Juina no mês de julho de 1978

Agripino Francisco Alves de Queiroz natural de Rio Pardo-MG, nasceu em 5 de novembro 1951 e Maria de Fatima de Queiroz de Iporã-PR, nasceu em 28 de março de 1974.

Agripino veio para Juína em julho de 1978 e Maria em 1990.

Na época não tinha condições de pagar passagem, então como um vizinho próximo decidiu achar alguém que poderia dirigir, desde modo, Agripino se disponibilizou dirigir, foi sua primeira viagem e na volta o vizinho pagaria sua passagem. E por meio desta viagem que o mesmo conheceu a cidade e gostou. O meio de transporte até o município foi uma “Rural”.

A visão de Agripino na chegada foi árdua, sendo que, não tinha condições, então após um período foi até a Codemat verificar como poderia adquirir terras aqui.

Na época conheceu o senhor Guerindo da Luz e por meio dele teve indicação de terras próximo a Linha Pesquisa, como não possuía dinheiro, pediu para ele dar entrada na compra.

Apesar que era um local cheio de mato aonde comprou a terra, Agripino alega que algumas pessoas ajudaram realizar a limpeza na roça e foi por meio de foice e machado e tinha apenas um motor “Rasmuju” e somente Daniel Cardoso tinha habilidade de usar e derrubava apenas o que era necessário, derrubou em média de 4 hectares, foi de início para dar lucratividade e efetuar pagamento ao Guerino.

Realizou plantação de capim “colonião”, no mês de outubro e no mês de março já estava imenso a estatura.

Comenta que foi uma conquista ter comprado 174 hectares, pois não tinha praticamente “nada” em sua chegada. Sua visão foi ampla, porque foi uma oportunidade única.

Quando morava no Paraná era picareta (corretor), e seu pai era açougueiro e possuía uma pequena propriedade no sitio. Antes da família ir morar no Paraná, eram de Minas Gerais e logo foram para Mirante do Ipanema-MG, depois foram para o canavial onde morou um certo período e logo foi para Terra Rica-PR, divisa com São Paulo, por lá mesmo, teve seu primeiro casamento em 1972 e se divorciou em 1978, teve 3 filhos Edilson, Edemar e Marcelo.

Depois de um tempo foi para Iporã-PR, só que em imediato soube de Juína.

Nos primeiros anos morou no sitio na Linha Pesquisa, após um período por exercer a função de corretor houve uma quebra financeira e perdeu tudo. Pelo motivo de ter realizado um investimento em uma fazenda no Paraguai, fez a compra com uma pessoa de má índole e perdeu tudo pois a já havia proprietário das terras que ele inocentemente havia comprado.

Após perder tudo e não ter dinheiro, ficou uma temporada no Paraguai e depois voltou para Maringá-PR, onde efetuou a compra de uma mala cheia de roupas “fiado”, para que pudesse vender em Juína, vindo para cá novamente em 1986. Através disso, começou a se erguer financeiramente, nesse caso se tornou mascate.

De início a atividade econômica foi plantio de pasto, criador de boi, mascate e abriu uma pequena loja que era conhecida como “Brasileira”. A primeira residência era de “pau a pique”, folha de coqueiro, na Linha Pesquisa. Sua diversão na época era somente cantar.

Já Maria de Fátima, chegou na cidade no início de 1990, tinha apenas 15 anos e era solteira, morava no modulo 5 juntamente com seus tios. Ela cita que admirou muito durante o percurso vindo para Juína, pois tinha uma paisagem bonita de mata e o clima era bom. Com sua chegada, relata que foi bem recepcionada pela população e sua diversão era ir nos fins de semana no Rio Perdido, restaurante e também uma danceteria dos jovens.

Seu primeiro emprego foi como vendedora na loja brasileira, foi através disso que conheceu Agripino. E tiveram um namoro por 7 anos e após um tempo se casaram em 1998 e tiveram 2 filhos, Fernando e Carina.

Agripino menciona que em um período vendeu super bem, após uma temporada se tornou proprietário do prédio na esquina da Nove de Maio, realizou uma reforma em imediato já alugou.

Família de Agripino de início era contra morar em Juína, por questão de ser uma área cheia de mato e de animais, mas após um tempo alguns vieram para residir no município.

Atualmente a atividade econômica da família é gado e venda de queijo e também de temperos que é exclusivo de sua marca o que além de um complemento na renda é a realização de um sonho.

 

Confira abaixo a história em audio, vídeo e fotos da época.