O pioneiro Ivo Negri chegou em Juína em 1978 para trabalhar com tornearia, solda e caldeiras. Vindo da região de Santa Helena Paraná, Ivo veio em busca de um futuro prospero no Mato Grosso, onde reside até hoje.
Na época, casado com Amélia Ricci veio com ela para cá juntamente com os dois filhos Clair e Angenir Negri. Sua segunda esposa foi a Elena com quem teve a filha Joice Negri. A viagem foi de caminhão e o trajeto era feito por Vilhena Rondônia.
Quando chegou em Juína ainda era tudo mato, só existia o Módulo 01o restante dos bairros hoje existentes eram mata fechada ou estavam abrindo caso do modulo 02, em todo a região quase não tinha estrada, e tinha poucos moradores com cerca de 34 moradias e somente 4 serrarias, o mercado que abastecia a cidade naquela época era o Mercado Juína da familia Pretto e logo depois abriu o Simionatto.
Não faltava serviço para a população e ganhava- se muito bem, o principal ramo era madeireiro e um pouco de agricultura familiar (arroz, feijão e café), depois a criação de gado e mais tarde garimpo o que rendia muito serviço e dinheiro.
Ivo já havia vindo para comprar uma área e quando chegou já construiu o barracão na Avenida JK e começou a trabalhar com a tornearia e também a residência que era de madeira.
Ele teve um rápido envolvimento com Sulamita Ferreira da qual nasceu a filha caçula Amanda Negri, mas o relacionamento não deu certo e cada um seguiu sua vida.
Naquele período não tinha prefeito, quem administrava a cidade era um superintendente de Aripuanã, pois Juína não era município pertencia a cidade de Aripuanã.
Ivo chegou a ser cotado para ser prefeito na época, mas preferiu não entrar para o ramo político. O primeiro prefeito de Juína foi o Orlando Pereira.
Senhor Ivo tinha 17 funcionários que trabalhava com ele em solda e torneira e a cidade se desenvolveu com muita rapidez, ele conta que todos os dias chegava caminhão de mudança.
Na época do garimpo Ivo conta que tinha muito serviço que vinha de lá e ganhou um bom dinheiro fazendo resumidoras, para as madeireiras eles chegavam a fabricar peças por que era muito difícil os recursos e as cidades desenvolvidas muitos distantes.
Não tinha telefone, a comunicação a distância era por carta ou feita via rádio, não tinha linha de ônibus, veio depois de algum tempo a TUT. Também não tinha agua encanada, era poço. As estradas eram boas, porém não tinha asfalto.
O policiamento era 4 soldados que vinham de Aripuanã, naquela época era muito tranquilo.
O entretenimento para ele era jogar bola nos campinhos improvisados, pois era o meio de passa o tempo.
Ele foi um dos fundadores do CTG e Juína Clube, no CTG ele foi patrão 3 anos e ajudou na terraplanagem, construção do prédio e confeccionou vários utensílios em madeira no torno como cuias, chaleiras. Em um determinado ano ele chegou até a pagar um baile para o pessoal dançar a noite inteira, ele conta que o conjunto musical “Os Nativistas” estava de passagem na cidade, e ele fez questão de contratar para tocar o baile.(o fato mais engraçado desta feita, foi que como não estava nada programado e não ouve tempo habil para divulgar o baile, quase ninguem ficou sabendo e deu pouco publico. pouco mais de dez casais. Mas o baile aconteceu mesmo assim e o conjunto tocou por mais de 4 horas)
Foi peão de Rodeio e montou em touro no rodeio aqui de Juína no parque de exposição, participava dos grupos carnavalescos como o ”Arco da Velha” que acontecia no Juína Clube em ambiente fechado.
Uma história “engraçada” dele, é que ele gostava de criar animais silvestres e os domesticava mateiro, anta e até uma onça, que ele mesmo pegou no mato quando caçava. Um dia a onça atacou ele pelas costas, não chegou a morder mais sim arranhar e teve que matar a onça para ele sai do buraco onde caiu com ela.
Ele sempre viveu muito bem, não passou dificuldades e sempre foi muito feliz com sua família e que os momentos mais difíceis que passou aqui foi em épocas de chuva que tudo ficava mais complicado pois as estradas eram de terra e tinha muitos atoleiros.
Senhor Ivo Negri deseja um futuro muito bom para Juína, e vê a cidade como prospera e um ótimo lugar para se viver e que o acolheu com muito carinho.
Atualmente o pioneiro é aposentado e sua renda é dos aluguéis de prédios de sua propriedade.
Confira abaixo a história em audio, vídeo e fotos da época.