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PIONEIROS

José Carlos Emerique e Luzia Lopes Emerique

O Pioneiro José Emerique (Juca) chegou em setembro de 1979 e Luzia em janeiro de 1980

José Carlos Emerique, nascido no dia 02/02/1948 natural de Arapongas e Luzia Lopes Emerique 02/12/1953 casal natural de Maria Alba, estado do Paraná, que fizeram parte do crescimento de Juína.

Seu José e Dona Luzia se casaram muito jovens em Douradina, Paraná. Se conheceram quando eram vizinhos de sítio. O Irmão do seu José se casou com a irmã de Dona Luzia, mas os dois só tiveram interesse um pelo outro, 3 anos depois.

Durante terços e novenas, o casal se conheceu melhor e assim começou um relacionamento que durou 3 anos, quando se casaram, José com 20 e dona Luzia com 16.

As famílias eram lavradores de café e algodão. Após o casamento o casal os tempos na lavoura ficou difícil, então seu José, foi para a cidade trabalhar como policial, mas não deu certo então voltaram para Douradina.

De Douradina a família foi buscar oportunidade em Altônia PR, onde o pioneiro trabalhou em construções.

Em 1972, hoje terras do Matogrosso do Sul seu José conheceu eldorado, moraram por um curto período de tempo voltando para o Paraná novamente para mexer com a lavoura de café.

Uma geada em 1975 fez com que a família Emerique, procurasse outros rumos, voltando para o Matogrosso do Sul se instalando em Iguatemi.

Foi a empresa Rigodanzo que trouxe os Emerique para terras Juinenses. José Carlos veio conhecer as terras mato-grossense em 1979.

Chegando em Juína em setembro de 1979, para montar a serraria do Rigodanzo, após quatro meses em Juína o Sr Rigodanzo trouche o restante da família chegando no dia 1 de janeiro de 1980, Dona Luzia e a filha mais velha Sueli Lopes Emerique natural de Douradina PR, Roseni Emerique natural de Altônia PR, Carlos Alberto Lopes Emerique natural de  Iguatemi MS, Aparecida Lopes Emerique natural de Iguatemi MS, Solange Lopes Emerique natural de Iguatemi MS, Marcio Lopes Emerique natural de Juína MT, Marcia Lopes Emerique natural de Juína MT e  Geverson Lopes Emerique natural de Juína MT .

O chefe de família veio para montar uma serraria, mas não com a intenção de ficar. O tempo foi passando e cada vez mais o pioneiro foi ficando no município em construção.

A mulher e os 5 filhos que havia ficado em Iguatemi MS, acabaram por vir para Juína em 1980. Com as dificuldades do início, dormiram em um barraco de lona improvisado e Dona Luzia grávida de gêmeos a vida foi assim por 2 anos aproximadamente. As coisas não eram fáceis, não havia luz, água encanada, ou qualquer tipo de aporte básico para a família. No início se José não havia gostado que o patrão trouxe a mulher e os filhos, pois a intenção do pioneiro era voltar.

As coisas foram se ajeitando, a cidade foi tomando forma e a população foi aumentando. Em 1982 quando Juína já emancipada, realizou sua primeira eleição, o casal relembra os acontecimentos da época. A velha rixa entre as Famílias Ferro e Varejão, gerava histórias dignas de velho oeste.

Dona Luzia conta que o primeiro comício político que ela frequentou, aconteceu um tiroteio e partir desse dia ela nunca mais voltou a participar de tal evento diz ela rindo.

Seu José relata que houve muito invasão de terra em Juína, mas que muitos dos invasores foram embora, mas alguns resistiram e ficaram e assim formaram suas familias.

A diversão principal dos juinenses no início da cidade era o futebol, os famosos torneios reuniam todos em um campinho improvisado, onde hoje fica o supermercado Pasqualotto. Além, outra atividade de lazer na visão de seu José era a caça e a pesca, era os recursos na época.

Os momentos tensos que o casal relata, foi a época do garimpo quando muita gente morreu em Juína. 

Seu José passou boa parte de sua vivencia trabalhando na serraria que o trouxe para Juína, depois trabalhou com construção, e por fim trabalhou até se aposentar com um caminhão de frete. O pior momento relatado por seu José foi quando deixou a família e veio para Juína, onde passou muito tempo longe deles sem poder voltar, e esse momento se estende a dona Luzia principalmente em relação aos filhos pequenos.

O melhor momento para seu José foi quando ele se aposentou, depois de achar que não conseguiria devido a problemas com a empresa que trabalhou e outro momento feliz foi quando começou a trabalhar por conta própria. A melhor felicidade de Dona Luzia é os filhos, ela se sente feliz com os filhos criados, com suas famílias.

O casal vê Juína hoje como uma cidade acolhedora, aconchegante e não tem vontade de ir embora, pois viram o município crescer, fizeram parte desse crescimento apesar de toda dificuldade do começo, e espera que cresça ainda mais.

Esse é só um pedaço da história. Quer saber o que mais acontece e com detalhes assista a história de pioneiro de José Carlos Emerique e Luzia Lopes Emerique.