O Roberto Rios chegou ao município de Juína em Maio de 1985, veio do município de Arenápolis. Filho do pedreiro Gerson de Oliveira Lima, e da Zeladora Ildemaria Rios Lima, a família veio ao município por influencia dos tios de Roberto, que eram pecuaristas e haviam comprado terras na região.
Roberto e seus pais venderam o que tinham em Arenápolis, mas mal deu para comprar um terreno em Juína na época, construíram uma casa de madeira onde ficaram dois anos sem energia elétrica.
A mãe foi transferida para trabalhar como zeladora no município, o pai fazia construções e Roberto conseguiu um emprego no Contasse, era Office Boy e fazia entregas de impostos para o Setor de Base Florestal, foi seu primeiro emprego em Juína.
Três anos depois ele se estabeleceu na Madeireira Cristo Rei. Lá, ele conheceu sua esposa Vania, com quem é casado até hoje. Roberto trabalhava no faturamento e Vania no romaneio. Dois anos depois eles tiveram uma filha, Amanda, que é filha única do casal.
Roberto trabalhou na madeireira Cristo Rei até 1990, quando a empresa fechou. Ele saiu de lá com o propósito de montar um mercadinho na vila Padre Duílio, que era muito distante da cidade. Roberto não queria mais trabalhar como empregado.
Ele fez um galpão de madeira, na Avenida Brasília, e montou o seu mercado. Mas depois de muita conversa com os sócios da Laminados Vanzela, ele decidiu não dar sequencia ao mercadinho e ir trabalhar na Laminados.
Trabalhou lá até 1995. Quando Davi Vanzela deu para ele uma chance e o ajudou a comprar uma madeireira que havia ao lado da Laminados. Eles encheram a madeireira de torras e Roberto as serrou, vendeu e ficou com 10% do lucro.
Em 1999, os três sócios da Laminados Vanzela resolveram dissolver a sociedade, Roberto também saiu e foi comprar madeira para vender. Ia de moto para Aripuanã, Colniza e várias outras cidades. Em uma de suas andanças ele resolveu montar uma indústria com o sobrinho de Davi e com o Geferson Carreteli de sócios. Depois de uns 90 dias Geferson deixou a sociedade. Ficaram, então, Roberto Rios e Moacir Luiz Agostinetto trabalhando juntos.
No ano de 2005, Roberto ingressou na vida sindical, seu sindicato, o Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso, ainda não tinha uma sala e suas reuniões eram realizadas no SENAI. Após várias conversas eles decidiram criar uma chapa, foi chapa única e eles cuidaram muito para ter pessoas que realmente vestiriam a camisa e desenvolveriam um bom trabalho.
Geraldo Bento foi o presidente na primeira gestão, Roberto foi tesoureiro. Na segunda gestão Roberto foi vice e em 2011 ele foi presidente do SIMNO. Na gestão de 2011 a 2016, eles construíram uma grande sede e fizeram grandes obras.
Neste trajeto na vida sindical, ele viajou para mais de 30 países visitando feiras, dentro do Brasil foram praticamente todas as feiras visitadas. Em sua gestão o sindicato ganhou seis estatuetas como Melhor Sindicato do Brasil e realizaram palestras na entrega dos prêmios, contanto como fizeram para o sindicato ser tão organizado e forte.
Em 2015, sua indústria pegou fogo, houve uma destruição de mais de 50%, foi gasto mais de dois milhões de reais, foi uma situação difícil, mas graças ao povo e aos comerciantes juinenses, que seguraram seus débitos, ele conseguiu se reerguer aos poucos.
Hoje, Juína representa sua vida inteira e ele é muito agradecido ao povo juinense.
Assim que chegou, Roberto sabia que Juína se tornaria uma cidade pólo, houve muitas mudanças na cidade nesses anos, mas para ele a cidade poderia ter mudado e crescido ainda mais se fosse mais bem planejada.
Atualmente Roberto é vice do SIMNO e também é vice da CIPEM.
Ele sonha que um dia este Setor de Base Florestal possa ganhar força e em transformar nossa madeira de produtos brutos para produtos acabados.
Roberto se atenta a despreocupação dos jovens com a política, para ele, os jovens juinenses deveriam participar mais destas questões, pois somente através do voto que se muda nossa cidade e também nosso país.
Ele também comenta que os empresários deveriam ter mais interesse político, e que reuniões deveriam ser realizadas entre diferentes setores para discutir diretrizes para o futuro do município.
Ele deseja parabéns a Juína e a sua população, diz que sempre foi otimista e que vê no município várias oportunidades para um crescimento econômico.
Roberto também nos relatou que deve tudo que tem ao município e aos juinenses e é muito agradecido a essa cidade que o acolheu.