Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
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PIONEIROS

Cláudio e Valdecir Zilio

Os pioneiros chegaram em Juína 16 de junho 1985

Cláudio Olivar Zilio e Valdecir Seibt Zilio se conheceram em Palotina, Paraná, em uma festa no inverno. Foram se conhecendo e depois de 4 anos de namoro eles casaram-se. 

Casados decidiram mudar de residência, indo morar no Paraguai em uma propriedade que tinham adquirido na cidade de Katuete, aonde tocaram comercio, Logo em seguida nasceu o primeiro filho Caludecir Zilio, veio ao mundo em 06 de julho de 1974. Após 3 anos, logo que conseguiu abrir suas terras o Sr. Claudio resolveu ir para a lavoura trabalhar como agricultor, mas as dificuldades eram grandes, falta de incentivos e preparo da terra os resultados não foram os esperados. Ai surgiu a proposta para o Sr. Claudio de ir trabalhar no setor de exploração e extração de madeira, esse deu um resultado um pouco melhor. Quando o filho Claudecir chegou aos 6 anos e precisava ir para escola, o Casal decidiu então voltar a morar na cidade de Katueté, e lá abriu um pequeno comercio aonde a Sra. Valdecir cuidava e o Sr. Claudio continuava na exploração de madeira, neste período a família recebeu mais uma boa notícia a chegada da filha Catia Oinelis Zilio em 28 de janeiro de 1983.

Algum tempo depois adquiriu um caminhão grane leiro no qual transportava madeira e cereais no Paraguai e Brasil, foi quando ficaram sabendo de Juína, lugar novo e promissor. Vieram conhecer em 1984 e no ano seguinte resolveram se mudar em Busca de um futuro melhor e mais promissor.

A Família partiu de mudança de Palotina em 13 de janeiro de 1985, na mudança foi carregada em uma carreta junto com panelas louças e dois tratores e equipe de mato. Em um automóvel Brazilia ano 77, veio no veículo o Sr. Claudio, Sra, Valdecir e os filhos Claudecir e Catia. Foram três dias e duas noites de viagem tudo ocorreu bem, e chegaram em Juína por volta das 18:00horas do dia 16 de junho daquele ano. Quando eles chegaram a Juína, a cidade estava começando a ser povoada, a cidade tinha alguns estabelecimentos comerciais segundo Valdecir: "Nossa! Juína era começo, tudo estrada de chão, nada de asfalto. Só tinha o Supermercado Catarinense, Doce Lar e tinha o Preto & Preto lá, sabe, mas não tinha o posto, eles só tinham o mercado, e daí tinha a sorveteria do Zanine".

A princípio chegaram a Juína com a intenção de analisar se compensaria ficar na cidade de Juína ou na cidade vizinha Castanheira.  Na manhã do dia seguinte, quando retornavam para encontrar a carreta que trouxe a mudança, no posto de combustível Santa Laura (Hoje Pasqualotto na av. JK) encontraram um amigo que também residiu no Paraguai, que se chamava Luiz Salgadinho, ele sabia da chegada da família Zilio e estava precisando de pessoas para trabalhar no mato com extração de Madeira.

E como a família trouxe na mudança trator de esteira um 60CI da Fiat e um trator de pneus CBT com lamina e guincho, além de todo o aparato e equipe de mato pronta para trabalhar: motor serrista e tratorista. Era a fome com a vontade de comer.

Assim já conseguiram uma casa bem simples de madeira sem mata junta em uma serraria desativada no setor industrial de Juína-MT. Serviu para começar até porque a proposta era vir e morar um tempo em barraco de lona se preciso fosse.

O Primeiro ano foi muito bom, só tiravam mogno e cerejeira, já no segundo teve problemas e não consegui tirar toda a madeira tomando um grande prejuízo. Depois foi retirar madeira em outras localidades e teve alguns êxitos, porem o ramo é muito instável e tudo que ganha em um ano pode perder no outro.

O senhor Zilio chegou a ir até um garimpo, mas não teve sorte, trabalhou duas semanas e encontrou uma pequena pedra de diamante. Sua maior fonte de renda foi na extração de madeira. 

Em 1987, o senhor Cláudio relata que foi um ano muito difícil por que caiu muito o preço da madeira. 

Dona Valdecir acabou gostando da cidade, mas sentia falta irmãos e dos seus pais, porquê nunca tinha ficado tanto tempo longe da família, e também teve dificuldades no início por causa da poeira e dos 6 meses de seca nos quais não tinha costume. Apesar da saudade e das dificuldades as pessoas foram muito acolhedoras, tornando-se fácil se adaptar e fazer amizades foi fácil o povo era acolhedor e receptivo.   

No início da colonização de Juína tinha um fluxo de pessoas e era economicamente bem movimentada devido a extração da madeira e ao garimpo.

Segundo Zilio as pessoas andavam com grandes quantidades de dinheiro e ninguém mexia, poderia andar tranquilamente com sacos de dinheiro e ninguém fazia nada. Segundo ele na época do garimpo não havia roubos, os garimpeiros se reuniam no centro da cidade para ser feita a compra e venda de diamante.

Depois de três anos morando no setor industrial, a família adquiriu uma meia quadra ainda no setor industrial, próximo ao atual parque de exposições de Juína, morou lá por cerca de 5 anos e depois se mudou para um lote de frente para rodovia, na av. JK aonde residem até hoje.

Em sua nova residência na Avenida JK, então decidiram abrir um comércio, uma lanchonete e mercearia, dona Valdecir ajudava nas vendas, por um bom tempo a mercearia foi a fonte de renda da família. 

Para a Sra. Valdecir o pior momento foi mesmo estar longe da família e depois ter perdido o pai e irmãos e não consegui ir se despedir por causa da distância, e outro momento que ela considera difícil é o que estamos vivendo hoje, em uma pandemia da Covid-19.

Para o Sr. Claudio o melhor ao mesmo tempo pior momento vivido em Juína, foi quando na região do monte azul, ele comprou uma grande propriedade de terra ainda em mato, investindo todo suas reservas na esperança de recuperá-las depois com a extração da madeira que tinha em cima, para posteriormente abrir parte desta propriedade e formar pastagens realizando seu sonho de ter uma fazenda. Porém o sonho virou pesadelo quando no ano seguinte quando foi com as maquinas para retirar a madeira e começar a abrir áreas da propriedade se deparou com um pessoal fazendo derrubada na então sua propriedade. Foi quando descobriu que tinha caído em um golpe e que os documentos que lhe foi apresentado de sua propriedade eram falsos e perdeu tudo que investiu. Claudio ainda relatou outros momentos difíceis que passou depois deste fato acima citado. Ficou sem recursos para adquirir mata para explorar e quase passaram fome após este episódio. Porem nunca desistiu e hoje se considera um vencedor já que mesmo depois de tantos tropeços conseguiu algumas propriedades e vive bem com sua família próximo.

Em novembro 1998 o filho mais velho Claudecir se casou com Vivian Graciele Steffen Zilio e em 1999 veio a primeira neta a Janaina Fernanda Steffen Zilio dois momentos felizes e especiais na família.

No ano de 2000 a família fechou a mercearia por questões de saúde do sr. Claudio. Ele ainda tentou trabalhar mais uma vez no ramo da madeira indo trabalhar com seu sobrinho Rubens Zilio no Pará. Mas longe da família e sozinho preferiu voltar e ficar próximo dos filhos e esposa.

Nesta época lá pelo ano de 2002 surgiu a possibilidade de adquirir uma emissora de rádio na qual seu filho Claudecir já trabalhava a 5 anos. Assim adquiriu no início 50% da emissora, e um ano após comprou o restante do Sr. João Batista (Jota Batista) a emissora cujo nome é Metropolitana FM era clandestina, mas com apoio de seu filho Claudecir Zilio, conseguiram documenta-la junto ao ministério das comunicações em 2006 e teve a autorização de Funcionamento oficial em março de 2007.

No ano de 2007 a filha Catia passou a ter uma união com Valdomiro Wendler se mudou para uma fazenda no município de Castanheira e com o “Mirinho” assim chamado, Catia teve uma filha a Kamila Zilio Wendler segunda neta do casal que nasceu no ano de 2008. Depois de alguns anos Catia se separou de Mirinho e retornou a morar em Juina. E no ano de 2014 conheceu o seu atual esposo o Sr. Fabio Zenatti que em 2016 passaram a ter união estável, e com ele teve o 3º neto da família, Hugo Benício Zilio Zenatti em 2017.

Para Valdecir Zilio Juína tem muito para crescer e reconhece os potenciais da cidade, ela fala da necessidade de trazer uma faculdade pública para cá.

Cláudio considera que para Juína se desenvolver é preciso que se façam estradas, é preciso trazer indústrias para região e ajudar os produtores rurais.

Apesar dos altos e baixos eles consideram que tiveram vários momentos felizes desde a chegada da neta e o casamento do seu filho. Para Valdecir o mais feliz foi ter uma independeria financeira para que pudessem ter uma qualidade de vida melhor.

Mesmo com as dificuldades de serem os pioneiros eles não se arrependem de ter vindo para Juína e fariam tudo de novo e até melhor.   

 

Confira a história dessa trajetória em áudio e Vídeo abaixo.

Obs.: Em mp3 está simplificada com 23 minutos e no Vídeo a história completa com 01:35:33 de duração.