Marlene e Benedito Faresin se conheceram em Ajuricaba, no Rio Grande do Sul, eles estão casados há 53 anos, juntos eles têm cinco filhas, Lionia, Ligiane, Lia, Leia e Larissa.
Eles saíram de Ajuricaba e foram para o Mato Grosso do Sul trabalhar com lavoura.
Após perder sua plantação por causa da seca, eles decidiram procurar um lugar mais próspero para recomeçar. Benedito tinha um livro onde estava escrito que o melhor lugar para se plantar era Aripuanã, então eles vieram para o Mato Grosso.
No ano de 1979 chegaram ao município de Juína, foram dezessete dias de viagem.
Eles compraram um sítio em Castanheira, onde viveram por um tempo. Benedito trabalhava abrindo picada na região e Marlene trabalhava com costura. Marlene conta que na época ela socorreu muitas pessoas doentes com malária. Ela conheceu várias pessoas que pegaram a doença, mas sua família nunca ficou doente.
Mais tarde eles foram para Vilhena para que as filhas pudessem estudar. Quando a escola Dr. Guilherme foi aberta em Juína, eles retornaram para cá.
Benedito e Marlene Faresin contaram que na época quando muitos tiroteios aconteciam eles se escondiam no banheiro da casa que era feito de alvenaria para se proteger.
Benedito relatou que eles passaram por momentos difíceis, de dificuldades financeiras, ele conta que uma vez um amigo deixou um equipamento de carpintaria em sua casa, Benedito pegou os equipamentos e saiu procurar por um serviço, mesmo sem ter experiência, ele conseguiu um trabalho para construir uma casa, com o dinheiro ele pagou suas contas e comprou comida.
Um dos medos que Benedito passou foi quando trabalhava no mato, ele e uns colegas estavam medindo uma terra, eles já estavam a 13 dias no local, ao sair na estrada havia um pau caído e em cima dele tinha uma onça, um dos homens atirou no animal, que se assustou e saiu correndo em direção a eles, Benedito conta que todos saíram correndo.
Marlene relata que sente saudade daquela época, era mais fácil fazer amizade, como a população de Juína era pequena todos se conheciam.
Marlene diz que Juína é uma cidade boa e calma para se viver, mas que ainda há muita coisa que pode melhorar. Benedito e Marlene comentaram que a área da saúde deixa a desejar em nosso município.
Benedito contou sobre as festas que aconteciam no CTG, onde muitas pessoas iam comemorar, vários cantores vinham, foi uma época feliz e ele sente saudade daqueles eventos.
Algumas de suas filhas passaram por problemas de saúde, mas com fé e determinação hoje elas estão bem melhores.
Marlene e Benedito dizem que quem quiser vir para Juína não irá se arrepender, pois aqui é um ótimo lugar para se viver.
Ouça o áudio abaixo da Marlene e do Benedito Faresin com a história completa de toda essa trajetória.