O prefeito Altir Peruzzo participou na manhã de ontem, 01 de julho, do programa ao vivo Juína Urgente, da TV Cidade Verde, onde foi abordado por diversos assuntos, dentre eles a distribuição do KIT COVID-19 que é composto por comprimidos de Azitromicina, Ivermectina e Cloroquina. Após a entrevista ele atendeu a equipe de reportagem do Juína News e foi enfático ao afirmar que Juína já possuí a maioria destes medicamentos e que eles estão à disposição dos médicos e dos pacientes.
“Não cabe a mim enquanto prefeito fazer um pacote de comprimidos, chama-lo de KIT COVID e sair por aí distribuindo de forma politiqueira, irresponsável e sensacionalista. O que me cabe, enquanto gestor é garantir a aquisição destes medicamentos e coloca-los a disposição dos médicos, para que eles receitem conforme a necessidade e com a devida autorização dos pacientes”, frisou Altir.
No fim da entrevista, Altir citou o exemplo do município de Barra do Garças, que desde o dia 19 de maio iniciou a distribuição do KIT COVID-19 e viu o número de mortes explodirem em poucos dias.
“Há quarenta dias, a Prefeitura de Barra do Garças, um município pouca coisa maior que Juína, iniciou a distribuição do KIT COVID-19, tudo em um pacotinho em quantidades iguais pra todos os pacientes. Vale ressaltar que naquele momento o município tinha apenas três mortes pela doença. Hoje, Barra do Garças possui 24 mortes, se o medicamento distribuído em forma de KIT resolvesse alguma coisa, o cenário não seria tão catastrófico. Aqui em Juína todo medicamento é e continuará sendo receitado pelos médicos, de forma responsável e de acordo com o perfil de cada paciente”, finalizou o prefeito.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já confirmou que nem a cloroquina e nem a hidroxicloroquina têm sido efetivas no tratamento da covid-19 ou nas profilaxias contra a infecção pela doença. Nos EUA, as autoridades de saúde lançaram um alerta afirmando que a substância só deve ser aplicada no contexto de experimentos clínicos ou em pacientes que estejam sob detalhado monitoramento para detectar problemas cardíacos, um perigoso efeito colateral.
Ainda não há estudos conclusivos que atestem o efeito da cloroquina, e nem da ivermectina, sobre a covid-19. Aqui no Brasil a Fiocruz encabeça uma pesquisa que, até hoje, só produziu resultados iniciais sobre a cloroquina e aponta que pacientes graves com covid-19 não devem usar doses altas do medicamento.