No Sistema Único de Saúde (SUS), a taxa é de 87,1%. Segundo o secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, o sistema já colapsou, e não há perspectiva de melhora no curto prazo.
“No final da tarde de ontem havia ainda 31 leitos disponíveis de UTI e 615 de enfermaria. O que mostra que a maioria dos pacientes estão chegando num estado muito grave, porque na atenção primaria não estão encontrando a receptividade que deveriam ter”, afirmou Gilberto.
Segundo o secretário, o Brasil se equivocou no início, já que o Ministério da Saúde sugeriu que os pacientes só procurassem ajuda quando chegassem aos sintomas graves. Agora, a indicação é que se faça o atendimento já nos primeiros sintomas.
“Não dá mais para apostar na tática de, se eu tiver estado grave, vou procurar leito de UTI, porque ela não estará disponível”, lamentou. Gilberto contou, ainda, que se reuniu com médicos para fazer um protocolo, principalmente com os medicamentos, mas que o atendimento inicial é atividade de responsabilidade dos municípios.
Além dos leitos, Gilberto afirma que começaram a faltar os remédios utilizados nas UTIs, como os para sedação, mas também estes remédios de atendimento primário. A força-tarefa, agora, é aumentar esta quantidade de medicamentos.
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