No último domingo, dia 04 de dezembro, a Polícia Militar de Juína foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica na área central do bairro Módulo 05.
A vítima informou para polícia que seu esposo fez ameaças de morte e jogou um martelo contra ela, atingindo o seu rosto.
Quando a guarnição chegou no local o suspeito já havia fugido, rondas foram feitas para tentar localizá-lo, mas a polícia não o encontrou.
A vítima se recusou a fazer o boletim de ocorrência, mas através dos dados coletados a polícia confeccionou o documento e encaminhou para unidade policial para realizar as demais diligências.
O 1° Tenente PM Roberto Neves explicou que é muito importante que a vítima de violência doméstica represente e vá a delegacia confeccionar o boletim de ocorrência.
O Tenente também ressaltou que as vítimas não precisam ter medo de denunciar e que não devemos aceitar esse tipo de situação.
A violência doméstica ocorre dentro de um ciclo de três fases que é constantemente repetido.
Fase 1: O agressor mostra-se tenso e irritado por coisas insignificantes, chegando a ter acessos de raiva. Ele também humilha a vítima, faz ameaças e destrói objetos.
Fase 2: Esta fase corresponde à explosão do agressor, ou seja, a falta de controle chega ao limite e leva ao ato violento. Aqui, toda a tensão acumulada na Fase 1 se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial.
Fase 3: Também conhecida como “lua de mel”, esta fase se caracteriza pelo arrependimento do agressor, que se torna amável para conseguir a reconciliação. A mulher se sente confusa e pressionada a manter o seu relacionamento diante da sociedade, sobretudo quando o casal tem filhos. Em outras palavras: ela abre mão de seus direitos e recursos, enquanto ele diz que “vai mudar”.
Por fim, a tensão volta e as agressões continuam. Com o tempo, os intervalos entre uma fase e outra ficam menores, e as agressões passam a acontecer sem obedecer à ordem das fases. Em alguns casos, o ciclo da violência termina com o feminicídio, que é o assassinato da vítima.
É preciso quebrar esse ciclo. E a Lei Maria da Penha está ao lado das mulheres para isso.
Se você está sofrendo algum tipo de violência entre em contato com a Central de Atendimento à Mulher pelo número gratuito 180.
Em Juína nós também temos o Programa de Policiamento Patrulha Maria da Penha para auxiliar as mulheres vítimas de agressão, que fiscaliza medidas protetivas e trabalha para dar mais segurança as mulheres.
Com informações do Instituto Maria da Penha.