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NOTÍCIA

Quadro Saúde Dos Olhos

Toda quarta-feira você confere o quadro Saúde dos Olhos aqui na Metrô FM.

Data: Quarta-feira, 17/06/2020 11:11
Por: Metrô FM Juína
Reprodução

Hoje no quadro Saúde dos Olhos o oftalmologista Dr. Jefferson Dresch vai falar sobre o estrabismo.

Estrabismo é um distúrbio que afeta o paralelismo entre os dois olhos, que apontam para direções diferentes. Ele pode surgir nos primeiros meses de vida nas crianças maiores e nos adultos por diferentes razões.

Ele pode ser classificado em convergente (esotropia), quando um ou ambos os olhos se movem para dentro, na direção do nariz; em divergente (exotropia), quando um ou os dois olhos se deslocam para fora e em vertical (hipertropia), quando o deslocamento ocorre para cima ou para baixo.

 

Esses desvios oculares podem ser constantes e ocorrer sempre no mesmo olho (monoculares) ou manifestar-se ora num, ora no outro olho (alternantes). Podem, ainda, ser intermitentes (surgem só de vez em quando) ou latentes, também chamados de forias, quando a perda do alinhamento só fica visível sob certas condições, o que ocorre nas fotografias, por exemplo.

Os sinais do estrabismo variam de acordo com a idade em que a alteração se manifesta. O principal sintoma é a diplopia ou cisão dupla, que é uma queixa sempre presente nos casos de estrabismo, que se manifestam mais tarde nas crianças maiores e nos adultos. Outros sintomas são a dor de cabeça e o torcicolo, uma inclinação da cabeça que a pessoa estrábica faz para poder enxergar melhor.

O tratamento do estrabismo começa pela correção das causas que provocaram o distúrbio. Quanto antes for instituído, melhores e mais rápidos serão os resultados. As medidas terapêuticas têm por objetivo principal corrigir os problemas visuais e incluem aplicação de colírios, uso de óculos, exercícios ortóticos para o fortalecimento dos músculos, tamponamento do olho com visão normal para estimular o outro com deficiência, especialmente nos casos de ampliopia, conhecidos popularmente como olho preguiçoso.

A cirurgia só é recomendada quando o desvio se mantém depois de corrigido o distúrbio que comprometia a visão. O tamanho do desvio é que determina se os músculos de apenas um ou dos dois olhos devem ser operados.

 

Ouça o áudio abaixo, com o Dr. Jefferson Dresch, e saiba mais sobre o assunto.

 

(Com informações do Site Drauzio Varella)