Nesta última terça-feira, dia 27 de setembro duas irmãs foram encontradas mortas na casa onde moravam, em Edéia, 120 quilômetros de Goiânia.
As vítimas são Maria Alice, de 6 anos, e Lavínia, de 10.
A Polícia Civil estava apurando o caso, pois a mãe era apontada como principal suspeita do crime e se encontrava foragida.
Izadora Alves de Faria, de 30 anos, foi localizada com a ajuda de cães farejadores, por volta de 21h desta última terça-feira, em um matagal próximo à sua residência.
Segundo o delegado ela tinha sinais de ferimentos, onde indicam que a suspeita tentou se suicidar
A prisão em flagrante foi feita, e ela foi levada para hospital da região, onde recebeu atendimentos e logo após teve alta.
Nesta quarta-feira, dia 29 de setembro Izadora prestou depoimento, confessando ter matado suas duas filhas, expondo detalhes de como cometeu o crime, no qual nenhum momento chorou ou demonstrou arrependimento.
Segundo a suspeita contou, de início, que tentou dar veneno para as crianças, e imaginou que não iria funcionar, levou as crianças para uma caixa d'água, que fica em frente à casa, e tentou eletrocutar com uma extensão ligada à rede elétrica.
Imaginou que não ia dar certo, Izadora desligou a extensão e foi até a caixa d'água, onde afogou as vítimas.
Minutos depois, a suspeita constatou que as crianças estavam desacordadas e tirou as duas da caixa d'água, colocando-se elas em um colchão, para certificar que tinha matado, praticou vários golpes de arma branca (faca) nas vítimas.
De acordo com o delegado, a causa da morte ainda será confirmada pela Polícia Científica, no entanto na cabeça da suspeita, ela tinha feito um bem para as crianças, achado que livrou as meninas de viver uma vida que ela viveu”,
Aos policiais militares, o pai contou que, na noite anterior ao crime, ele e a acusada teriam brigado, onde ela ameaçou tirar a própria vida e matar as filhas.
O delegado informou que o casal estava em um relacionamento conturbado.
A acusada passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida para preventiva. A decisão do juiz Hermes Pereira Vidigal avalia, com base nos depoimentos, que a suspeita agiu de forma “fria, repugnante e cruel”, e que ela oferece risco se permanecer em liberdade.
O delegado completou que ela pode responder por duplo homicídio qualificado, com aumento de pena pelo fato de as vítimas serem menores de 14 anos e serem filhas dela, pegando até 100 anos de prisão.