No leito da morte (perdão pelo chavão, leitor, mas não conheço expressão mais dramática do que essa) Dom Pedro I fez seu último pedido: dispensou exéquias reais, como mandava o protocolo. Ele queria ser enterrado em caixão de madeira simples, como um soldado, comandante do Exército português.
Esta história está registrada no livro 1822, de Laurentino Gomes, de quem roubamos as aspas no início deste artigo, sobre o desejo de funeral simples.
" Por um curioso processo fotoquímico, o coração de Dom Pedro se expande continuamente dentro da ânfora de cristal em que foi depositado após sua morte em 1834. Hoje, está tão deformado que a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, responsável pela conservação, decidiu resguardá-lo da curiosidade pública mantendo-o lacrado na escuridão atrás de uma parede da igreja", informou o jornalista e escritor brasileiro, Laurentino gomes.
Foi justamente a República brasileira, sistema de governo que colocou um ponto final na monarquia, que em duas oportunidades se contrariou o pedido de simplicidade real.
Redação: Camila Andrade.
Fonte: g1
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