A pandemia causada pelo novo coronavírus gerou mudanças na rotina e nos hábitos de pessoas do mundo todo. Diante desse cenário, a preocupação em evitar o contágio da doença e o enfrentamento da crise econômica durante esse período podem estar associados com o aumento de uma condição enfrentada por muita gente: a ansiedade.
De acordo com um levantamento feito pela consultoria Bites, dentro dos 16 anos desde que o Google começou a acompanhar o número de buscas pelo termo "ansiedade", o volume de pesquisas relacionadas à esta condição nunca esteve tão alto como nesse momento de pandemia.
Em 2004, na escala que vai de 0 a 100, o interesse dos brasileiros por esse assunto estava no nível 21. Atualmente, o Brasil subiu para o nível 94, atingindo um recorde histórico. E não é apenas esta análise do Google que indica essa tendência no país.
Recentemente, o aumento no número de brasileiros lidando com ansiedade voltou a ser apontado em uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos. Em comparação com outros 16 países, o Brasil é a nação com o maior número de habitantes que sofrem de ansiedade por causa da pandemia - na frente de México e Rússia, respectivamente.
A pesquisa revelou também que as mulheres são o grupo mais afetado pela condição, com 49% delas se sentindo mais ansiosas. Já no grupo masculino, 33% dos entrevistados afirmaram estar lidando com o problema. Segundo as respostas coletadas, o uso de máscaras e a higienização correta das mãos e objetos são as principais causas da ansiedade nesse período.
Outros impactos na saúde dos brasileiros também foram revelados, com 26% dos participantes afirmando estarem sofrendo com insônia, enquanto 11% apresentaram sintomas de depressão durante a quarentena.
Algumas atitudes podem ajudar a controlar as crises de ansiedade que ocorrem no período de isolamento social. Confira três recomendações indicadas pelo Departamento de Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde (OMS):
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