O janeiro branco é uma campanha criada no ano de 2014 pelo psicólogo Leonardo Abrahão Pires Rezende. Voltada para o tratamento da saúde mental das pessoas. O objetivo é chamar a atenção da humanidade para as necessidades relacionadas a saúde emocional.
O primeiro mês do ano, é escolhido por termos simbólicos e culturais. Neste período, as pessoas estão pensando mais em suas vidas, sua existência, suas emoções e seus sentimentos.
Por isso, este período é de extrema importância. Muitas pessoas traçam seus objetivos e planejam suas investidas no mês de janeiro, para o ano que se inicia.
A explicação da cor branca é apresentada pela coordenadora da saúde mental de Juína, Joyce Ribeiro Oliveira. Segundo a coordenadora, o branco remete a uma folha em branco, ou uma tela em branco, onde as pessoas podem reescrever sua vida, novas atitudes, pensamentos de uma nova maneira de viver mais saudável.
No município de Juína o Centro de Atendimento Psicossociais (CAPS) realiza tratamento individual e em grupos.
Joyce, reforça que nos Posto de Saúde da Família, serão ofertadas reuniões em grupos, voltadas para o janeiro branco.
Nestas reuniões, serão somados juntos aos grupos de saúde mental, os grupos de pessoas com tratamento em hanseníase, que da mesma forma, é realizado a campanha do janeiro roxo.
O Janeiro Roxo, é o mês mundial da luta contra a hanseníase, antigamente conhecida como lepra.
Esta doença, acomete homens e mulheres, com manchas brancas e avermelhadas, com diminuição da sensibilidade, dormência e fraqueza de mão e pés. Causadas por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae.
É um período de ampla discussão à prevenção desta doença. Uma doença que continuar a crescer e atingir as camadas mais empobrecidas da população brasileira. Deste modo, é configurado um problema social e muito negligenciados em dias atuais.
O Brasil é o segundo país em números de hanseníase no mundo, perdendo apenas para a Índia. São cerca de 30 mil novos casos por ano no nosso país, segundo dados obtidos pela Organização Mundial da Saúde.
Hoje, a doença é totalmente tratável e curável de maneira gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento dura cerca de 06 há 12 meses, com terapia e vários medicamentos.
Reportagem e redação: Mitzrael Voos e Ane Karolayne.
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