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NOTÍCIA

Câmara de Vereadores rejeitam extinção de cargo de auxiliares pedagógicos da educação infantil em Juína.

Após a rejeição do projeto de lei, as propostas serão reavaliadas pelos vereadores e colocadas novamente em votação.

Data: Terça-feira, 14/12/2021 14:54
Por: Metrô FM Juína
Câmara de Vereadores./Imagem: Carlos Alberto.

Na noite desta segunda-feira, dia 13 de dezembro, foi aberta uma sessão na câmara de vereadores em regime de urgência para a votação sobre o Projeto de Lei Complementar, por criação do Poder Executivo de Juína.

Dentro do Projeto de Lei (PL) que entrou em votação, estava um dos assuntos mais comentados nos últimos dias no município, a extinção do cargo de auxiliar pedagógico da educação infantil. Com 08 votos contra e 04 votos a favor, o projeto foi rejeitado pelo Poder Legislativo de Juína.

O vereador Sandro Candido Silva (PT), comentou sobre a rejeição por partes dos votos contrários a extinção do cargo. Segundo Sandro, essa proposta de origem da prefeitura municipal, gerou bastante instabilidade e insegurança para os profissionais da área.

Os vereadores que votaram contra, pedem visto ao projeto, ou seja, será analisado com mais calma e estudado mais a fundo sobre este assunto, para que não prejudique os direitos dos servidores da educação infantil. Silva, relata que a compra de novos computadores, não faz parte do plano de cargo e carreira dos professores, tem que ser tratado em lei ordinária. O vereador ressalta que até mesmo a assessora jurídica da Câmara, percebeu que o projeto precisar ter correções.

O vereador Almir da Casa do Criador (PODE), votou a favor da extinção do cargo e explica que não haverá prejuízo para os auxiliares. Quem passou no concurso do município, irá continuar no cargo, apenas o nome da função vai mudar. Na visão do vereador, o prefeito irá ter uma boa economia com os novos auxiliares, que esses profissionais irão continuar ajudando os professores.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (SINTEP), Gilvano Teixeira, expressou sua posição sobre o assunto, relatando que é uma total irresponsabilidade do prefeito municipal Paulo Veronese. Esta proposta, não irá gerar nenhuma economia para o município, colocando uma categoria contra a outra.

Segundo Gilvano, o município não vai ter ensino de qualidade, esta proposta irá tirar profissionais formados em pedagogia, pós-graduados, treinados para ensinar crianças, que saem da creche com o conhecimento da leitura e escrita, graças a esses auxiliares pedagógicos. Os estagiários que entrariam no lugar dos concursados, não teriam a experiência adequada e sem convivo no meio educacional.

“Falar de qualidade de educação, sem gerar qualidade é horrível isso, pelo prefeito. Porque o prefeito, não sabe o que fala. Muito menos o secretário de educação, que deveria estar ciente e aprender a falar sobre isso”, finalizou Gilvano.

O secretário municipal de Educação e Cultura de Juína, Erickson Leandro de Oliveira, comentou o resultado da votação. Segundo o secretário, o poder executivo irá sentar para discutir sobre a rejeição do projeto e possíveis alterações nos artigos. Mais uma vez os 160 professores efetivos da rede municipal irão, novamente, “pagar o pato”, mas a democracia tem que prevalecer.

A auxiliar pedagógica da educação infantil, Lucineia Maria da Silva Maciel expressou um pouco mais de tranquilidade após a votação, porém a luta continua. Na opinião da auxiliar, continua sendo um ato feito “pelas costas” pela prefeitura municipal. Que esta foi mais uma prova de que o povo tem voz, são sonhos que serão tirados dos profissionais, depois de muitos anos de estudo para passarem no concurso.

Lucineia, comenta que o projeto vai contra os auxiliares, que nada garante que não será extinto o cargo. Na visão da auxiliar, a palavra “excluir” só é usada para tirar coisas ruins e a prefeitura está excluído os cargos que estão precisando contratar. Alguns boatos, dizem que auxiliares estão ganhando o mesmo salário de professores efetivos, mas Lucineia desmente, relata que para 10 anos no cargo de auxiliar, não chega nem próximo ao salário de um professor.

O Projeto de Lei Complementar irá continuar em tramitação na câmara de vereadores, até a data de uma nova votação a ser marcada.

 

Reportagem: Carlos Alberto

Redação: Mitzrael Voos

Imagem: Carlos Alberto

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