Comitê de Enfrentamento ao novo Coronavírus de Várzea Grande denuncia que duas pacientes morreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, essa semana, sem conseguirem um leito exclusivo para paciente com covid-19. De acordo com o comitê, a Central de Regulação, que é de responsabilidade do Estado, está exigindo o teste positivo para o novo coronavírus para fazer a transferência. As duas vítimas de Várzea Grande estavam em estado grave.
O município teve a 11ª morte por covid-19 confirmada nesta sexta-feira (29). A paciente, Antônia Antunes, 81 anos, chegou em estado grave à UPA Ipase e foi solicitada uma UTI, o que não foi liberado a tempo. A idosa estava com insuficiência respiratória e foi para a respiração mecânica. No segundo dia teve que ser reanimada.
De acordo com o comitê de Várzea Grande, ela tinha hipertensão e era diabética.
Além de Antônia, outro caso que o comitê denuncia que não foi liberado leito de UTI é o de Maria Dorotéia, de 61 anos. Ela também morreu na segunda-feira (25) e a confirmação só chegou ontem.
Maria morava no bairro Mapim. Ela tinha hipertensão arterial e diabetes. De acordo com o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus do município, a vítima procurou a UPA Ipase com febre, tosse seca, coriza sem dispneia após relato de seis dias de sintomas. O quadro evoluiu para esforço respiratório levando ao óbito, sem conseguirem transferi-la para uma UTI.
OUTRO LADO
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado de Saúde nega que tenha essa exigência na Central de Regulação. A situação das duas vítimas está sendo checada.
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