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NOTÍCIA

Em pleno mês de campanha de combate a violência contra mulher, vice-governador do MT é indiciado por agredir esposa

Em nota divulgada para a imprensa, a defesa do vice-governador informa que foi "uma fatídica noite de intempestividades, aliada à interpretação equivocada e draconiana da norma penal por parte da Polícia Militar de Santa Catarina.

Data: Quinta-feira, 05/08/2021 07:41
Por: G1 MT
Reprodução

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, foi indiciado pela Polícia Civil de Santa Catarina, por lesão corporal leve contra a companheira, a advogada Viviane Kawamoto Pivetta. De acordo com o delegado Rafael Chiara, responsável pelo caso, o político teria agredido a mulher em um apartamento em Itapema Santa Catarina, no último dia 7 de julho durante as férias do casal.

Conforme a polícia, Pivetta foi preso em flagrante na ocasião, mas negou as agressões. No dia seguinte, ele foi solto após pagar fiança de R$ 6,6 mil. Segundo o boletim de ocorrência do caso, a Polícia Militar foi chamada no apartamento do casal após uma ligação para o 190.

Aos policiais que foram até o local, Viviane teria relatado que o companheiro bateu a cabeça dela algumas vezes no sofá. Ela também mostrou vermelhidão no rosto, pernas e braço. Já Pivetta afirmou que a companheira mordeu a mão dele, mas que em nenhum momento houve agressão.

O laudo de corpo de delito comprovou a agressão sofrida pela advogada no apartamento de veraneio da família. O exame foi feito pelo Corpo de Bombeiros e apontou escoriações e hematomas na cabeça, nos braços e dedos, nos lábios e nas coxas de Viviane. O laudo também mostra que Pivetta apresentava escoriações no pescoço, tórax, mão esquerda e na genitália.

Em nota divulgada para a imprensa, a defesa do vice-governador informa que foi "uma fatídica noite de intempestividades, aliada à interpretação equivocada e draconiana da norma penal por parte da Polícia Militar de Santa Catarina, redundaram na elaboração do noticiado boletim de ocorrência".

Procurada, a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) se manifestou em nota informando que repudia qualquer tipo de violência contra a mulher. Explicou ainda que diante de uma solicitação feita pelo atendimento 190, os agentes se deslocaram até o local e fizeram o atendimento de forma protocolar, conforme os procedimentos operacionais padrão da instituição.

"Cabe ressaltar que ocorrências de violência contra a mulher, diferente do que alega a defesa do citado no Boletim, não podem ser tratadas por parte da PMSC como 'excessivamente rigoroso ou drástico'. O tratamento e o trabalho operacional deve ser sim contundente de acordo com o que cada situação requer. Não pode o policial flexibilizar o estrito cumprimento da lei", ainda informou a PM.