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NOTÍCIA

Levantamento aponta divergência de 70 mil doses da Coronavac em Mato Grosso

Segundo o levantamento, Mato Grosso recebeu o total de 623.360 doses e aplicou somente 553.210. Os números incluem 1ª e 2 doses.

Data: Sábado, 19/06/2021 10:07
Por: RD News
Imagem da Internet

O comparativo entre as doses recebidas e aplicadas da vacina Coronavac em Mato Grosso até às 10 horas do último dia 15 de junho indica uma divergência de 70.150 unidades. O levantamento foi feito pelo deputado estadual Lúdio Cabral com base em dados do Ministério da Saúde (MS), Secretaria Estadual da Saúde (SES) e dos municípios mato-grossenses. O parlamentar considera essa discrepância dos números como doses “perdidas”, porque não chegaram na ponta, ou seja, à população.

Segundo o levantamento, Mato Grosso recebeu o total de 623.360 doses e aplicou somente 553.210. Os números incluem 1ª e 2 doses.

Com isso, sobram 70.150 doses foram “perdidas” no processo de imunização dos mato-grossenses. Para  Lúdio, a situação é inaceitável e requer providências imediatas.

“Hoje, 39 mil pessoas estão esperando pela 2ª dose da Coronavac. Com essas 70.150 doses que se perderam, dava para completar o esquema vacinal dessas pessoas e começar a imunização de outras 31 mil pessoas. Está ocorrendo problema de gestão. Na próxima semana, estarei requerendo mais informações junto ao Ministério da Saúde, Secretária Estadual de Saúde e nas prefeituras das cidades polo do Estado”, informou.

Para 1ª aplicação, Mato Grosso recebeu 282.150 doses, mas aplicou 295.196,  uma diferença de 12.989 a mais. Neste caso, a discrepância é explicada pelos prefeitos que seguiram a orientação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e aplicaram a 2ª dose como 1ª para aumentar os números da vacinação no país.

Já para 2ª aplicação, o MS enviou 327.436 doses. Foram aplicadas 528.074, ou seja, 69.362 a menos que o recebido pelo Estado.  

Hipóteses

No levantamento, também é levada em consideração a chamada reserva excedente de 13.774 doses. Neste caso, não é possível saber se foi da 1ª ou 2ª dose.  

  Lúdio evita falar em desvio de vacinas ou malversação dos imunizantes. Prefere levantar outras hipóteses para a “perda” das 70.150 doses.

“Pode ser uso de seringas inadequadas. O ideal é seringas de 1 ml, mas os municípios podem ter usado de 3 ml ou 5 ml, o que acarreta perda de doses. Outras hipóteses são vacinação de grupos sem informar as autoridades, não informar o sistema adequadamente e até perda de frascos por motivos que ainda precisam ser apurados”, concluiu o deputado.