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NOTÍCIA

Assassino Confesso que Ingeriu Soda Caustica, Encontra-se Em Estado Grave de Saúde.

Os documentos encaminhados à Justiça apontam que o acusado tem lesões "irreversíveis" e está com 80% do esôfago comprometido.

Data: Terça-feira, 25/05/2021 10:34
Por: Metrô FM
Reprodução/ somente ilustrativo

Devido ao estado grave de saúde em que se encontra Marcelo Aparecido Martins de 36 anos, assassino confesso de sua ex-mulher, Adriana Barra, 41 anos, a Justiça autorizou prisão domiciliar dele.

Marcelo Aparecido Martins assassinou sua ex-mulher a golpes de facas na cidade de Novo Horizonte do Norte no começo deste ano, em seguida, após cometer o crime, ele teria feito a ingestão de soda cáustica antes de ser localizado.

A Justiça decidiu converter em domiciliar a prisão preventiva de Marcelo Aparecido Martins por ele se encontrar em estado grave de saúde devido as complicações causadas pela ingestão do produto.

Os documentos encaminhados à Justiça apontam que o acusado tem lesões “irreversíveis” e está com 80% do esôfago comprometido.

Os laudos médicos também detalharam que o homem se encontra “severamente emagrecido, com dificuldade de deglutição alimentar, sendo necessário ser realizada gastrostomia (colocação de sonda alimentar diretamente no estômago)”.

O documento médico também apontou ser “imprescindível o acompanhamento diário por profissionais treinados no manuseio da sonda alimentar” e, por esse motivo, foi recomendada a transferência do acusado para “um estabelecimento prisional que possa oferecer os cuidados devidos, vez que as condições sanitárias e recursos humanos da Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos é deficiente”, ou sua colocação em prisão domiciliar, “com a devida capacitação de um familiar”.

O Ministério Público do Estado encaminhou parecer opinando pela substituição da prisão preventiva por domiciliar.

A Promotoria também relatou que teve contato com um familiar do suspeito, o qual se comprometeu a ficar responsável pelos cuidados médicos.

“Dessa maneira, não obstante a gravidade do delito imputado ao denunciado, examinando os documentos juntados nos autos, verifica-se que o réu faz jus à concessão de prisão domiciliar, tendo em vista que se encontra extremamente debilitado.

Aliado ao estado clínico grave do acusado, têm-se ainda que a unidade prisional local não disponibiliza da assistência médica adequada e completa para o caso em comento, conferindo-lhe, pois, natureza excepcional, eis que a doença exige cuidados especiais, insuscetíveis de serem prestados no local da prisão”, comentou o juiz Rafael Depra Panichella.

Adriana foi morta a facadas, onde residia, no local, os policiais encontraram um copo com água e soda, no qual havia marcas de sangue.

O suspeito procurou atendimento médico horas depois, quando acabou sendo preso.

Redação e reportagem: Soan de Barros/ Metrô FM