Devido ao estado grave de saúde em que se encontra Marcelo Aparecido Martins de 36 anos, assassino confesso de sua ex-mulher, Adriana Barra, 41 anos, a Justiça autorizou prisão domiciliar dele.
Marcelo Aparecido Martins assassinou sua ex-mulher a golpes de facas na cidade de Novo Horizonte do Norte no começo deste ano, em seguida, após cometer o crime, ele teria feito a ingestão de soda cáustica antes de ser localizado.
A Justiça decidiu converter em domiciliar a prisão preventiva de Marcelo Aparecido Martins por ele se encontrar em estado grave de saúde devido as complicações causadas pela ingestão do produto.
Os documentos encaminhados à Justiça apontam que o acusado tem lesões “irreversíveis” e está com 80% do esôfago comprometido.
Os laudos médicos também detalharam que o homem se encontra “severamente emagrecido, com dificuldade de deglutição alimentar, sendo necessário ser realizada gastrostomia (colocação de sonda alimentar diretamente no estômago)”.
O documento médico também apontou ser “imprescindível o acompanhamento diário por profissionais treinados no manuseio da sonda alimentar” e, por esse motivo, foi recomendada a transferência do acusado para “um estabelecimento prisional que possa oferecer os cuidados devidos, vez que as condições sanitárias e recursos humanos da Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos é deficiente”, ou sua colocação em prisão domiciliar, “com a devida capacitação de um familiar”.
O Ministério Público do Estado encaminhou parecer opinando pela substituição da prisão preventiva por domiciliar.
A Promotoria também relatou que teve contato com um familiar do suspeito, o qual se comprometeu a ficar responsável pelos cuidados médicos.
“Dessa maneira, não obstante a gravidade do delito imputado ao denunciado, examinando os documentos juntados nos autos, verifica-se que o réu faz jus à concessão de prisão domiciliar, tendo em vista que se encontra extremamente debilitado.
Aliado ao estado clínico grave do acusado, têm-se ainda que a unidade prisional local não disponibiliza da assistência médica adequada e completa para o caso em comento, conferindo-lhe, pois, natureza excepcional, eis que a doença exige cuidados especiais, insuscetíveis de serem prestados no local da prisão”, comentou o juiz Rafael Depra Panichella.
Adriana foi morta a facadas, onde residia, no local, os policiais encontraram um copo com água e soda, no qual havia marcas de sangue.
O suspeito procurou atendimento médico horas depois, quando acabou sendo preso.
Redação e reportagem: Soan de Barros/ Metrô FM
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