Um idoso, de 63 anos, foi condenado a uma pena de 28 anos e 9 meses, em regime inicial fechado, pelo juiz da Segunda Vara Criminal de Sorriso, Anderson Candiotto. O homem é acusado de estupro de vulnerável contra as duas netas.
Conforme apurado na ação penal, o réu abusou sexualmente de suas netas entre os anos de 2010 e 2013. Ele aproveitava quando a esposa saía de casa, e fazia com que suas netas, que estavam sob sua guarda desde muito novas, tirassem a roupa e ficassem nuas em sua frente, enquanto as contemplava por longos minutos, sendo que chegou a tocar uma delas.
O magistrado ainda pontou que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) "reafirmou jurisprudência segundo a qual o estupro de vulnerável, aquele praticado contra menor de 14 anos, ou pessoas que possuam algum outro tipo de vulnerabilidade, como uma doença ou deficiência mental, ocorre com a prática de qualquer ato libidinoso ofensivo à dignidade sexual da vítima, sendo prescindível, inclusive, o contato físico direto entre ela e o réu para a configuração do delito".
Dessa forma, segundo o magistrado, "considerou-se, assim, dispensável o contato físico priorizando-se com isso a relação de causa e efeito entre o ato praticado pelo acusado, destinado à satisfação da própria lascívia, e o efetivo dano à dignidade sexual sofrido pela vítima, porque nesses casos, a ênfase recai no eventual transtorno psíquico que a conduta praticada enseja na vítima e na real ofensa à sua dignidade sexual”.
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